Presidente da Conmebol abre debate
A Copa do Mundo de 2026 mal acabou, e o Mundial de 2030 já vem gerando polêmicas. Na última segunda-feira (20), Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, queimou a largada e surpreendeu ao anunciar o aumento do número de seleções para a próxima edição do torneio.
Após a repercussão da fala, Alejandro mudou o tom e deixou em aberto a possibilidade do aumento de seleções. Mesmo com a retratação, o presidente da Conmebol abriu um debate sobre a decisão.
Presidente da La Liga discorda de Copa com 64 seleções
Em entrevista ao jornal italiano La Gazzetta dello Sport, Javier Tebas, presidente da La Liga, criticou fortemente um possível aumento do número de seleções para a próxima Copa do Mundo, destacando a preocupação com os atletas. Afinal, isso acarretaria ao menos mais um jogo para as equipes que chegarem à decisão.
“Aumentar o número de seleções não faz sentido. A indústria do futebol não é apenas a Copa do Mundo, embora seja o evento mais importante. Mas nem tudo pode girar em torno da Copa. São as competições nacionais que sustentam este esporte”, iniciou.
“Estão destruindo a indústria do futebol, aquela que gera dezenas de milhares de empregos, por causa de um evento que dura 40 dias e para o qual apenas uma minoria dos jogadores vai”, completou.
A FIFA entende que a Copa do Mundo de 2026 foi um verdadeiro sucesso, muito disso pelo aumento do número de seleções para 48. Por isso, um Mundial com ainda mais equipes passou a ganhar força nos bastidores.
Opinião: precisa ser muito bem pensado
Um aumento do número de seleções impacta muito uma Copa do Mundo, e a FIFA não pode simplesmente fazer a mudança sem consultar os outros interessados, pensando apenas na competição. Afinal, um Mundial com ainda mais jogos pode ser um verdadeiro problema. Em 2026, as equipes chegaram à decisão muito desgastadas, e uma nova fase no próximo torneio pode acarretar um desgaste ainda maior.




