Há quase três décadas acompanhando de perto a Seleção Brasileira, a jornalista japonesa Kiyomi Nakamura revelou que, apesar da nacionalidade, estará na torcida pelo Brasil no confronto contra o Japão pela segunda fase da Copa do Mundo. A repórter, figura conhecida nas coletivas da equipe, afirmou que sua ligação com o futebol brasileiro se tornou muito maior ao longo dos anos.
Durante participação no programa Radar da Seleção, do sportv, Kiyomi não escondeu o carinho que desenvolveu pela equipe nacional. “Sou japonesa, mas com coração 99% brasileiro. Claro que vou torcer pelo Brasil. Sempre Brasil. Sobre futebol, seleção, jogador e técnico, para mim é tudo Brasil”, declarou.
Além disso, a jornalista explicou que essa relação começou em 1998, quando passou a acompanhar a Seleção Brasileira de forma permanente. Na época, o retorno de Zico à comissão técnica da equipe, liderada por Zagallo, despertou seu interesse em acompanhar o dia a dia da delegação, influência fortalecida pela enorme identificação do ex-craque com o futebol japonês.
Jornalista aponta confiança dos japoneses
Contudo, mesmo demonstrando preferência pelo Brasil, Kiyomi acredita que o cenário mudou bastante para a seleção japonesa. Segundo ela, o país vive um momento diferente em comparação às últimas décadas e chega mais confiante para enfrentar uma das maiores potências do futebol mundial.
Na avaliação da repórter, “Na história do futebol japonês, talvez pela primeira vez ninguém está pensando: ‘Ah, enfrenta o Brasil, então nossa Copa acabou’. Tem uma pequena possibilidade e, para buscar essa pequena possibilidade, o que tem que fazer? É a primeira vez que se tem uma esperança”, afirmou.
Entretanto, a jornalista também destacou que o grande trunfo da equipe asiática continua sendo o trabalho coletivo. Mesmo desfalcado por importantes jogadores, o Japão mantém um padrão de atuação consolidado graças ao conhecimento do treinador sobre o elenco.
Alerta para Seleção Brasileira
Por fim, Kiyomi fez um alerta à Seleção Brasileira antes do confronto. “O Japão sempre foi um conjunto. O treinador conhece muito os jogadores. Claro que fazem muita falta os jogadores lesionados, como Mitoma, Minamino e Endo, mas ele já sabe quem entra e como jogam. Por isso, o Brasil tem que tomar cuidado com essa organização”, concluiu.




