O diretor-executivo de futebol do Atlético-MG, Paulo Bracks, tratou da montagem do elenco e do desempenho do sistema defensivo em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (16), na Arena MRV. O dirigente detalhou as movimentações do clube no mercado de transferências e analisou as opções disponíveis para a comissão técnica liderada por Eduardo Domínguez.
Questionado sobre a ausência de um novo meio-campista, Bracks explicou que a negociação com o chileno Assadi, da Universidad de Chile, não avançou devido aos valores envolvidos. De acordo com o executivo, o atleta não era uma busca específica por posição, mas sim uma oportunidade:
“O meia-armador foi uma oportunidade de mercado que a gente buscou. A gente não estava buscando um meia específico no mercado não. Se analisar os movimentos que fizemos e que vazaram, a gente só basicamente conversou com esse atleta”, declarou.
Possibilidade de reforços
O dirigente complementou que a função de armação não é vista como uma lacuna prioritária no grupo atual. “Não é uma posição que a gente considera carente. Hoje a gente tem peças que estão nos atendendo nessa posição e, não necessariamente, a gente vai buscar, mas pode ser que nessa conversa com a comissão técnica a gente possa reavaliar para o meio do ano”, afirmou Bracks durante a coletiva.

Eduardo Dominguez, técnico do Atletico, durante partida contra o Cruzeiro – Foto: Gilson Lobo/AGIF
Sobre o setor de zaga, o Atlético-MG conta com seis jogadores para a posição: Junior Alonso, Lyanco, Ruan Tressoldi, Vitão, Iván Román e Vitor Hugo. Bracks reconheceu as críticas externas, mas reiterou a presença de opções no plantel: “A gente tem zagueiros, seis zagueiros. A torcida tem o direito de não gostar de nenhum. É um direito do torcedor não gostar dos zagueiros. Mas a gente tem”, pontuou o executivo.
A estratégia para reforçar a defesa foca na busca por perfis específicos e não apenas na quantidade de atletas. Bracks ressaltou que a busca por jogadores pontuais para o sistema defensivo continua: “A gente busca, não só zagueiro, mas alguns atletas com perfis diferentes. Esse jogador a gente continua buscando. Se a gente não buscou agora, possivelmente vamos trazer no meio do ano”, explicou o dirigente. Vale lembrar que Patrick, do Novorizontino teve o nome especulado no Galo.
O executivo também defendeu que a organização coletiva prevalece sobre os nomes individuais ao analisar o número de gols sofridos. “Sistema defensivo não é só linha de zaga. Não é qualidade de jogador, não é número de jogador, é um sistema como um todo”, finalizou Paulo Bracks, utilizando o exemplo estatístico de equipes adversárias para ilustrar a oscilação de rendimento defensivo.

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Problemas para a sequência
Para o próximo compromisso contra o São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro, o técnico Eduardo Domínguez terá desfalques na linha defensiva, com Vitor Hugo em recuperação médica e Ruan Tressoldi cumprindo suspensão. A tendência é que a equipe utilize Iván Román e Junior Alonso, uma vez que Lyanco retorna de cirurgia no Tendão de Aquiles e ainda não possui ritmo de jogo para iniciar a partida.




