Planejamento rubro-negro parte do comando interno
Ao final do ano, durante reunião no Conselho Deliberativo, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, anunciou que o clube adotaria uma postura mais agressiva no mercado no início da temporada, sustentado pela avaliação de que a receita permitiria um investimento maior em 2026, segundo o jornalista Rodrigo Mattos. A sinalização ganhou força com a proposta feita ao Cruzeiro por Kaio Jorge, na casa de 30 milhões de euros, que acabou recusada pela diretoria mineira.
Além do atacante, o Flamengo também tentou a contratação de Taty Castellanos, mas o jogador optou por permanecer na Europa e acertou com o West Ham. Apesar dessas movimentações de impacto, o entendimento interno evoluiu para um caminho diferente, sem a intenção de promover uma reformulação profunda no elenco rubro-negro nesta janela.
Filipe Luís e Boto freiam volume e priorizam encaixe
Ainda de acordo com o jornalista, a estratégia atual foi desenhada pelo diretor José Boto em conjunto com Filipe Luís, com aval de Bap, e parte da convicção de que o elenco é competitivo e precisa apenas de ajustes pontuais. A decisão é clara: o Flamengo não pretende contratar aos montes e busca poucas peças, desde que se encaixem exatamente no modelo de jogo adotado pela comissão técnica.
As posições consideradas prioritárias eram zagueiro, goleiro e centroavante, com maior urgência nas duas primeiras. A chegada de Vitão resolveu a lacuna defensiva, enquanto a busca por um goleiro para disputar posição com Rossi segue em aberto, embora a alternativa mais desejada, Brazão, seja vista como difícil neste momento.
Avaliação técnica define cautela no ataque
No caso do centroavante, o departamento de futebol entende que só avançará por um jogador com características bem específicas: mobilidade, capacidade de pressão e ataque à profundidade, atributos distintos dos oferecidos por Pedro. Internamente, há quem defenda Marcos Leonardo, do Al-Hilal, mas a avaliação é de que ele não se encaixa nesse perfil desejado.
A leitura é que uma contratação fora desse padrão poderia não funcionar no modelo de Filipe Luís, resultando em alto custo e pouco impacto, abrindo espaço para que atletas como Bruno Henrique ou Plata sigam como opções mais adaptadas ao sistema. Por isso, o clube não trata a chegada de um camisa nove como obrigação nesta janela.
A diretoria também admite a possibilidade de outra contratação pontual caso surjam oportunidades ou necessidades específicas, como no caso de Marcos Antônio, do São Paulo, diante da ausência de Saúl no início da temporada. Ainda assim, a prioridade absoluta segue sendo a manutenção do elenco campeão da Libertadores e do Campeonato Brasileiro, com todas as sondagens por atletas sendo inicialmente rechaçadas.

RJ – RIO DE JANEIRO – 22/11/2025 – BRASILEIRO A 2025, FLAMENGO X BRAGANTINO – Filipe Luis tecnico do Flamengo durante partida contra o Bragantino no estadio Maracana pelo campeonato Brasileiro A 2025. Foto: Alexandre Loureiro/AGIF
Nesse contexto, o Flamengo recusou uma proposta oficial do Napoli por Jorge Carrascal, no valor de 20 milhões de euros, e já havia definido a saída de Viña, que era a terceira opção de Filipe Luís. Nos bastidores, os nomes de Léo Ortiz, Léo Pereira e do próprio Carrascal voltaram ao radar do mercado, mas a postura segue firme contra a saída de titulares.

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Mesmo com consultas do Olympique de Marselha por Carrascal, do West Ham por um dos zagueiros e de um clube do Catar por Ortiz, a direção mantém a estratégia inicial e só admite mudança de postura diante de uma proposta de ‘outro patamar’, reforçando o planejamento cauteloso traçado por Filipe Luís e José Boto.




