Andrés D’Alessandro é considerado um dos maiores ídolos do Internacional. Após encerrar a carreira como jogador, o argentino integrou a diretoria do clube entre 2024 e 2025. No entanto, deixou o cargo como parte de uma reformulação no departamento de futebol visando a atual temporada.
Agora, o ex-atleta comentou publicamente sobre a decisão. Em entrevista ao portal Itatiaia, D’Alessandro afirmou que a saída foi uma escolha pessoal e citou o desgaste acumulado ao longo do período na função.
“Foi uma decisão pessoal. Foi muito corrido, muito difícil. Não estou falando como jogador. Como atleta era outra coisa. Como atleta a gente segurava todas as pontas. Fora do campo é difícil porque não depende da gente. Obviamente o ano foi difícil, chegamos no fim do ano com um desgaste muito grande”, disse o argentino.
Elogiou Paulo Pezzolano
D’Alessandro também falou como torcedor e comentou o momento atual do Internacional. O ex-diretor elogiou o trabalho do técnico Paulo Pezzolano, com quem já havia trabalhado no Cruzeiro.
“Hoje o clube tem um treinador com quem trabalhei no Cruzeiro, o Pezzolano, é um cara muito bom, muito rídigo, disciplinado. É um cara muito intenso, é o que o Inter precisava para o momento. Ano passado foi no limite, acredito que esse ano seja melhor, o Inter e o torcedor possa respirar um pouco, sem chegar ao ponto de sofrer”, iniciou.

RS – PORTO ALEGRE – 19/10/2024 – BRASILEIRO A 2024, INTERNACIONAL X GREMIO – DAlessandro do Internacional comemoram vitoria ao final da partida contra o Gremio no estadio Beira-Rio pelo campeonato Brasileiro A 2024. Foto: Liamara Polli/AGIF
“Acredito que não porque tem um treinador que é muito capaz, já deu para ver nos primeiros meses a intensidade, a ideia de jogo, o esquema, o planejamento que deu certo. Chegou em mais uma final de Campeonato Gaúcho. Precisa de uma vitória no Brasileiro para respirar, mas vai conseguir”, finalizou D’Alessandro.
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O período de D’Alessandro na diretoria foi marcado por conquistas importantes, como o título do Campeonato Gaúcho, mas também por momentos de instabilidade e crises internas que aumentaram o desgaste e a pressão nos bastidores. Ainda assim, sua saída faz parte de um processo de reformulação natural no futebol. O histórico de identificação com o clube permanece, enquanto o Internacional busca um novo equilíbrio administrativo e esportivo para a sequência da temporada.




