Em meio a crises políticas, Corinthians fecha semestre com déficit de R$ 60 milhões e Osmar Stabile liga o alerta

Do lado da arrecadação, o clube conseguiu atingir quase a meta estipulada.

SP - SAO PAULO - 30/07/2025 - COPA DO BRASIL 2025, CORINTHIANS X PALMEIRAS - Osmar Stabile presidente do Corinthians durante partida contra o Palmeiras no estadio Arena Corinthians pelo campeonato Copa Do Brasil 2025. Foto: Ettore Chiereguini/AGIF
© Ettore Chiereguini/AGIFSP - SAO PAULO - 30/07/2025 - COPA DO BRASIL 2025, CORINTHIANS X PALMEIRAS - Osmar Stabile presidente do Corinthians durante partida contra o Palmeiras no estadio Arena Corinthians pelo campeonato Copa Do Brasil 2025. Foto: Ettore Chiereguini/AGIF

Semestre do Corinthians fecha no vermelho

O Corinthians atravessou o primeiro semestre de 2025 com sinais de alerta em sua saúde financeira. Entre janeiro e junho, o clube apresentou um rombo de R$ 60,2 milhões. O período foi marcado por turbulências políticas, com a saída antecipada do ex-presidente Augusto Melo e a confirmação de Osmar Stabile no comando, em agosto.

Despesas em alta pressionam o caixa

O relatório contábil revela que os gastos totais chegaram a R$ 424,8 milhões, valor bem acima dos R$ 329,3 milhões que haviam sido programados ainda pela antiga diretoria. O ponto mais crítico foram os custos ligados a salários, direitos de imagem, encargos e benefícios: R$ 298,6 milhões, número 36% maior que o previsto.

Do lado da arrecadação, o clube conseguiu atingir quase a meta estipulada. Foram R$ 380 milhões recebidos, contra R$ 381,2 milhões projetados. Esse equilíbrio garantiu um resultado operacional positivo de R$ 28,8 milhões, mas a forte pressão dos compromissos financeiros virou o quadro, transformando o superávit em déficit.

PUBLICIDADE

Dívida em patamar histórico

O passivo segue crescendo e preocupa cada vez mais os conselheiros. As dívidas administrativas e tributárias já alcançam R$ 1,948 bilhão. Quando se inclui o financiamento da Neo Química Arena, ainda com R$ 675,2 milhões pendentes, o valor total dispara para R$ 2,623 bilhões.

Para se ter ideia da escalada, no fim de 2023 a dívida estava em R$ 1,9 bilhão. No encerramento de 2024, havia saltado para R$ 2,5 bilhões. Agora, apenas meio ano depois, o Corinthians já registra novo recorde negativo.

A tendência preocupa, sobretudo pelo peso dos juros e das correções monetárias, que consomem parte significativa do orçamento. Esse fator tem sido determinante para anular os avanços pontuais nas receitas e dificultar qualquer planejamento de longo prazo.

PUBLICIDADE

O desafio da atual gestão será encontrar alternativas para frear o crescimento do passivo sem comprometer ainda mais o desempenho esportivo. O equilíbrio entre competitividade em campo e responsabilidade financeira se mostra, hoje, a missão mais complexa da era Osmar Stabile.

Confira nossas últimas notícias no Google News

LEIA TAMBÉM
Diniz cogita escalar o Corinthians com Lingard, Kaio César e Yuri Alberto
Times

Diniz cogita escalar o Corinthians com Lingard, Kaio César e Yuri Alberto

Pedro Milans não agrada no Corinthians e Diniz pede lateral
Times

Pedro Milans não agrada no Corinthians e Diniz pede lateral

Corinthians entra em 'briga' com o Palmeiras por Ryan Roberto, do Flamengo
Mercado da Bola

Corinthians entra em 'briga' com o Palmeiras por Ryan Roberto, do Flamengo

Hugo Souza vê como positiva chegada de Diniz ao Corinthians
Times

Hugo Souza vê como positiva chegada de Diniz ao Corinthians

Receba as últimas novidades em sua caixa de e-mail

O registro implica a aceitação do Termos e Condições

+18 | Jogue com responsabilidade | Aplicam-se os Termos e Condições | Conteúdo Comercial

Better Collective Logo