A eliminação do Uruguai ainda provoca fortes consequências nos bastidores da seleção. Após a queda na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, os jogadores da Celeste iniciarão o retorno aos seus destinos em voos comerciais, sem viajar juntos, enquanto a crise aumenta dentro da Associação Uruguaia de Futebol.
A decisão repercutiu rapidamente no país. O jornal “El País” informou que um voo fretado para Montevidéu teria sido cancelado após a eliminação. Pouco depois, a Associação Uruguaia de Futebol divulgou uma nota para contestar parte da informação.
Federação explica retorno da delegação do Uruguai
Segundo a AUF, nunca existiu um planejamento para fretar uma aeronave na volta da delegação. “A viagem de ida exigiu um voo exclusivo devido ao tamanho da delegação (mais de 150 pessoas) e à necessidade de transportar mais de 5.000 kg de bagagem e equipamentos. Conforme planejado desde o início, a viagem de volta nunca considerou a opção de um voo fretado, pois o ponto de partida para o retorno era desconhecido”.
A entidade ainda explicou que boa parte dos atletas seguirá diretamente para os países onde atuam por seus clubes. “Ao final da competição, uma alta porcentagem da delegação viaja diretamente para seus países de residência no exterior para se reintegrar aos seus respectivos clubes.” A nota também acrescenta: “Por esse motivo, com o número de passageiros significativamente reduzido, os membros restantes da delegação oficial iniciarão seu retorno para casa amanhã, 28 de junho, em voos comerciais, por ser essa a maneira mais rápida e eficiente de chegar aos seus respectivos destinos. Eles chegarão na segunda-feira em grupos diferentes.”
Dentro de campo, a derrota por 1 a 0 para a Espanha deixou marcas profundas. Capitão da equipe, Giménez resumiu o sentimento após a eliminação. “É uma sensação de merd@. O vestiário está desolado, triste e sofrendo. É uma situação extremamente difícil para todos. A verdade é que não havia um rosto sequer que não demonstrasse tristeza ou dor. Nossa tristeza é a tristeza de todos os uruguaios.”
Fim de ciclo aumenta pressão
Além da eliminação, a seleção uruguaia encerra o ciclo de Marcelo Bielsa. O treinador deixa o cargo após a Copa do Mundo em meio a críticas pelo desempenho da equipe, pelos erros do goleiro Muslera e por relatos de desgaste com parte do elenco.
O Uruguai não fracassou apenas pelos resultados. A eliminação expôs problemas de gestão, desgaste interno e falta de respostas da comissão técnica nos momentos decisivos. A troca de treinador parece inevitável, mas a reconstrução será muito mais profunda do que simplesmente escolher um novo comandante para a Celeste.




