A expectativa pela entrada de Endrick cresceu ao longo do segundo tempo e movimentou as redes sociais enquanto o Brasil controlava a vitória sobre a Escócia. Muitos torcedores questionaram a demora de Carlo Ancelotti para utilizar o atacante, que começou a ser pedido insistentemente.
Entre as mensagens publicadas, chamaram atenção comentários como “não entendo o pq do Endrick não jogar 45 minutos…”, “colocaram o homem pra jogar (Endrick)”, “ENDRICK EU TE AMO”, “VAAAI, ENDRICK! Vc é predestinado! Tá abençoado pelo Garrincha!!” e “VAMO ENDRICK VC E ILUMINADO MEU MENINO”, demonstrando a confiança da torcida no jovem atacante.
Apesar da grande expectativa, Endrick só entrou aos 36 minutos do segundo tempo, quando restava pouco mais de dez minutos, já contando os acréscimos. Com o Brasil administrando a vantagem e o camisa 9 atuando aberto pelo lado do ataque em boa parte do tempo, ele recebeu poucas oportunidades para participar das jogadas ofensivas.
Endrick apagado em Brasil x Escócia
Assim, acabou passando praticamente despercebido, consequência do pouco tempo em campo e do isolamento em relação ao restante do setor ofensivo, embora tenha mostrado intensidade sem a bola e disposição para pressionar a saída da Escócia.
O Brasil apresentou uma atuação segura e dominante diante da Escócia, principalmente pela intensidade na marcação e pela pressão exercida sobre a saída de bola adversária. A estratégia de Carlo Ancelotti funcionou desde os primeiros minutos, com Rayan roubando a bola na origem da jogada que resultou no primeiro gol de Vinícius Júnior. A Seleção controlou a posse, limitou as ações ofensivas dos escoceses e ainda teve um segundo gol de Vini anulado após revisão do VAR.
Na etapa inicial, Vinícius Júnior foi o grande destaque. Além dos dois gols válidos, participou de praticamente todas as jogadas perigosas pelo lado esquerdo, pressionando a defesa rival e criando dificuldades constantes. Bruno Guimarães comandou a construção das jogadas no meio, enquanto Rayan justificou a confiança da comissão técnica com muita intensidade na recomposição e nos desarmes, sendo decisivo na origem do primeiro gol.
Domínio total da Seleção Brasileira
Após o intervalo, o Brasil manteve o controle e ampliou o placar com Matheus Cunha, novamente em uma jogada bem construída por Bruno Guimarães. Mesmo com a vantagem, a equipe seguiu criando oportunidades, embora Alisson também tenha sido importante ao fazer boas defesas quando a Escócia tentou pressionar em bolas aéreas. A entrada de Neymar, depois de quase três anos sem atuar pela Seleção em Copas, aumentou a qualidade técnica da equipe, distribuindo passes e participando das principais ações ofensivas.
Nos minutos finais, Endrick recebeu mais uma oportunidade ao substituir Rayan e mostrou personalidade mesmo com pouco tempo em campo. O atacante participou da pressão alta, recuperou uma bola importante ao desarmar Tierney na área defensiva e apareceu bem posicionado em um contra-ataque, quando Vinícius Júnior optou por um passe errado em vez de acioná-lo livre pelo meio. Embora tenha tocado poucas vezes na bola, Endrick deixou boa impressão pela movimentação, intensidade sem a posse e leitura das jogadas.




