A véspera da semifinal entre Argentina e Inglaterra pela Copa do Mundo de 2026 foi marcada por episódios de violência envolvendo torcedores argentinos nos Estados Unidos. Durante um tradicional “banderazo” realizado em Atlanta, alguns torcedores foram detidos pela polícia, e um dos vídeos que circulam nas redes sociais mostra um argentino sendo agredido por um policial durante a abordagem. Em outro registro, quatro argentinos aparecem agredindo um torcedor mexicano em uma rua de Seattle, aumentando a preocupação das autoridades com possíveis novos confrontos.
Confusões levam autoridades a ampliar esquema de segurança
Os incidentes aconteceram justamente quando o governo argentino colocava em prática uma operação especial para a semifinal diante da Inglaterra, marcada para o Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. A principal preocupação é a possível presença de integrantes das chamadas “barras bravas”, torcidas organizadas historicamente ligadas a episódios de violência no futebol argentino.
Para tentar evitar novos problemas, representantes do FBI, das polícias da Geórgia, de Miami e do Reino Unido passaram a atuar de forma coordenada com autoridades argentinas. O planejamento prevê reforço no policiamento ao redor do estádio, maior fiscalização nos acessos e aumento do efetivo de segurança privada durante a partida.
Sistema de alerta passa a monitorar torcedores
Diante das convocações para que integrantes de torcidas organizadas viajassem aos Estados Unidos, o governo argentino também elevou o nível do sistema “Alertas Halcón”, ferramenta ligada ao programa Tribuna Segura. A partir de agora, sempre que uma pessoa com restrição de acesso aos estádios deixar a Argentina, um alerta automático será enviado às autoridades responsáveis pela operação.
Apesar do monitoramento, a saída dessas pessoas do país não é automaticamente impedida. A decisão sobre permitir ou não a entrada nos Estados Unidos continua sendo exclusiva das autoridades americanas, que analisam cada situação individualmente.
Lista com milhares de torcedores foi enviada aos Estados Unidos
Como parte da cooperação internacional, o governo argentino entregou às autoridades americanas uma relação com cerca de 35 mil pessoas que possuem restrições para frequentar estádios na Argentina. A lista reúne integrantes de torcidas organizadas, pessoas com antecedentes criminais e até devedores de pensão alimentícia, permitindo que as forças de segurança acompanhem possíveis deslocamentos durante o Mundial.
A medida busca impedir a repetição de episódios registrados em outras Copas do Mundo, como na África do Sul, em 2010, e no Catar, em 2022, quando integrantes de torcidas organizadas argentinas estiveram presentes no torneio.




