A seleção dos Estados Unidos garantiu a classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo, ao vencer a Bósnia por 2 a 0, mas a repercussão da arbitragem de Raphael Claus acabou ganhando os holofotes, principalmente porque o brasileiro expulsou o atacante Folarin Balogun depois de revisar o lance no monitor do VAR. A decisão provocou uma onda de críticas na imprensa norte-americana.
Imprensa americana questiona decisão de Raphael Claus
A manifestação mais dura veio da USA Today. A jornalista Nancy Armour afirmou que Claus perdeu o controle da partida e considerou que a expulsão prejudicou diretamente a seleção dos Estados Unidos, que agora não poderá contar com Balogun no confronto das oitavas de final.
Você concorda com a expulsão de Folarin Balogun após a revisão do VAR?
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“O árbitro brasileiro Raphael Claus perdeu o controle da partida na vitória dos EUA por 2 a 0 contra a Bósnia e Herzegovina, falhando em coibir a agressividade física contra jogadores americanos… O jogo é rápido, sem dúvida. Tomar decisões em uma fração de segundo é difícil. Mas se você não está à altura da tarefa, e está claro que Claus não estava, então você não deveria estar aqui”, destacou a jornalista.
Outros veículos também entraram na discussão
O New York Post classificou o lance como controverso e destacou que a interpretação mudou apenas após a análise das imagens em câmera lenta. “Ao vivo, o lance pareceu mais desajeitado do que intencional, o tipo de colisão que acontece dezenas de vezes ao longo de uma partida. A câmera lenta, porém, mostrou uma história diferente, e o árbitro alterou a decisão para falta grave.”

Já o especialista em arbitragem Dale Johnson, da ESPN, afirmou que Raphael Claus sequer deveria ter sido chamado ao monitor, alegando que o protocolo do VAR não recomenda decisões baseadas exclusivamente em imagens em câmera lenta e quadros congelados. “O VAR baseou sua recomendação ao árbitro em replays em câmera lenta e imagens estáticas, o que não está de acordo com os protocolos do VAR.”.
O técnico Mauricio Pochettino também criticou a expulsão e afirmou que, em sua avaliação, a jogada nunca foi passível de cartão vermelho. “Para mim? Nunca foi lance para cartão vermelho. Vendo depois na TV, não houve intenção. Foi uma jogada normal de futebol que aconteceu por acidente. Nunca é algo intencional”, declarou o técnico.
Estados Unidos agora pensam nas oitavas
Apesar da polêmica, os Estados Unidos confirmaram a classificação para o mata-mata da Copa do Mundo e agora terão pela frente a Bélgica. O duelo está marcado para a próxima segunda-feira (6), às 21h (horário de Brasília), em Seattle, reeditando o confronto das oitavas de final do Mundial de 2014, quando os belgas venceram por 2 a 1 na prorrogação.




