A trajetória da Seleção Brasileira na Copa do Mundo chegou ao fim neste domingo (5). Em duelo válido pelas oitavas de final, o time comandado por Ancelotti foi derrotado por 2 a 1 pela Noruega, em Nova Jersey, e deu adeus ao sonho do hexacampeonato. Mesmo apostando nas entradas de Endrick e Neymar durante a etapa final, o treinador não conseguiu evitar a eliminação diante dos europeus.
Com o resultado, o Brasil amplia um retrospecto negativo em Mundiais. A equipe sofreu a sexta eliminação consecutiva para seleções da Europa em Copas do Mundo e registrou sua pior campanha desde 1990, quando caiu nas oitavas de final diante da Argentina. Assim, a geração atual encerra mais um ciclo sem conseguir recolocar a Seleção entre as principais forças do futebol mundial.
Apesar de a Noruega controlar a posse de bola durante boa parte da primeira etapa, foi o Brasil quem criou as oportunidades mais perigosas. A melhor delas surgiu após Rayan recuperar a bola no campo de ataque e sofrer o pênalti cometido sobre Matheus Cunha. Entretanto, Bruno Guimarães desperdiçou a cobrança ao parar em grande defesa do goleiro Nyland, mantendo o placar zerado.
Além disso, Vinícius Júnior continuou levando perigo pelo lado esquerdo e obrigou Nyland a trabalhar novamente. Enquanto isso, Odegaard organizava as ações ofensivas da Noruega, mas os europeus encontravam dificuldades para transformar a maior posse de bola em finalizações realmente perigosas.
Mudanças de Ancelotti não surtiram efeito
Na volta do intervalo, Ancelotti tentou dar mais força ao ataque e colocou Endrick no lugar de Matheus Cunha. Poucos minutos depois, o jovem atacante recebeu excelente passe de Vinícius Júnior, ficou cara a cara com o goleiro, mas perdeu o domínio da bola e finalizou para fora, desperdiçando a melhor oportunidade brasileira no segundo tempo.
Contudo, quem aproveitou as chances foi a Noruega. Aos 34 minutos, Schjelderup cruzou pela esquerda e Haaland apareceu antes de Gabriel Magalhães para abrir o placar. Pouco depois, o centroavante voltou a mostrar seu faro de gol ao acertar um chute forte de fora da área, sem chances para Alisson, ampliando a vantagem e praticamente liquidando a classificação.
Neymar diminuiu, mas reação veio tarde
Na tentativa de mudar a partida, Ancelotti ainda promoveu as entradas de Neymar, Danilo Santos e Ederson. No entanto, o Brasil encontrou dificuldades para pressionar a defesa adversária e só conseguiu descontar já nos acréscimos, quando Casemiro sofreu pênalti dentro da área. Neymar converteu a cobrança, marcou seu nono gol em Copas do Mundo e igualou Pelé como segundo brasileiro com gols em quatro edições do torneio, mas já era tarde para evitar a eliminação.
A principal diferença entre as equipes esteve na eficiência. O Brasil desperdiçou um pênalti com Bruno Guimarães, viu Endrick perder uma oportunidade clara logo após entrar e ainda esbarrou em mais uma grande atuação do goleiro Nyland. Do outro lado, a Noruega precisou de poucas oportunidades para decidir o confronto, aproveitando praticamente todas as chances criadas por Haaland.
Problemas evidentes
Além da derrota, a eliminação evidenciou problemas que acompanharam a Seleção durante todo ciclo. A equipe sofreu com oscilações de desempenho, não conseguiu estabelecer um padrão e voltou a apresentar dificuldades para reagir após sofrer gols. Somado a isso, a defesa falhou em momentos decisivos, enquanto as alterações feitas ao longo da partida não conseguiram mudar o rumo do confronto. Por fim, o Brasil deixa os EUA cercado por questionamentos sobre o futuro do projeto e sobre a renovação. Depois de mais uma eliminação para uma seleção europeia, a CBF terá pela frente o desafio de reconstruir a Seleção pensando no ciclo do Mundial 2030.




