Campeonato Brasileiro

“Tem sido difícil”: Luís Castro aponta principal problema do Botafogo após primeira derrota no comando do Glorioso

Técnico português demonstrou preocupação com setor da equipe alvinegra

Jorge Rodrigues/AGIF - Luís Castro, técnico do Botafogo
© Jorge Rodrigues/AGIFJorge Rodrigues/AGIF - Luís Castro, técnico do Botafogo

Neste domingo (29) o Botafogo conheceu sua primeira derrota sob o comando de Luís Castro. A equipe carioca foi superada pelo Coritiba por 1 a 0 no Couto Pereira no duelo válido pela oitava rodada do Brasileirão. Após o apito final, o treinador fez questão de detalhar todas as dificuldades do Glorioso durante a partida fora de casa.

“Tem sido difícil o meio de campo. Tem sido difícil porque normalmente nós construímos uma equipe durante a pré-temporada e não temos tido esse tempo e estamos fazendo durante a temporada. Se eu fizesse isso ao longo da pré-temporada seria considerado normal. Como é feito durante o campeonato, há muita oscilação”, afirmou Luís Castro durante entrevista coletiva.

O técnico português começou a partida com uma escalação diferente da do último jogo: colocou Romildo Del Piage e Chay para compor o meio de campo com o volante Oyama. A tentativa era amenizar o problema na criação que o Botafogo vem enfrentando. “Del Piage é um jogador que tem uma boa saída de bola quando pega o jogo de frente e poderia servir o Chay, por exemplo. O Coritiba lançou pressão nos nossos volantes e não conseguimos sair de uma forma limpa. Num lançamento para Erison e Victor Sá que conseguimos gerar perigo ao gol do Coritiba. Hoje só conseguimos fazer nossa estratégia após um período do jogo. Hoje não chegamos a gol que nos dessem pontos. Vamos seguir trabalhando. Estamos desiludidos porque não conseguimos fazer aquilo que a torcida mais gosta, que é pontos”, afirmou.

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Escalação

Por fim, o treinador que até o momento não repetiu a escalação fez questão de explicar o motivo dessa atitude. Segundo ele, é o fato de ainda não encontrar o melhor funcionamento da equipe. “O ideal é ter um 11 base, que jogue de forma regular, que leve nossa forma de jogar para dentro de campo de forma regular e constante, que não tenha tantas oscilações de jogo para jogo, só uma mudança ou outra. Hoje fizemos duas mudanças, nada mais. Mudamos de forma um pouco limitada. Não é desculpa, mas dois homens da nossa linha de ataque, Gustavo Sauer e Vinícius Lopes, não vieram. São jogadores que podem mudar o jogo ofensivo de alguma forma. Quero muito um 11 base, não temos conseguido que isso aconteça, mas por escolha, é claro”, pontuou.

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