A manutenção de Luís Castro no comando técnico do Grêmio está condicionada à implementação de um novo modelo de jogo e ao desempenho na Copa do Brasil.

A cúpula de futebol do clube gaúcho descarta a interrupção do trabalho no momento, fundamentando a decisão na conquista do estadual e na integração de atletas da base, embora um revés expressivo diante do Confiança-SE possa alterar o planejamento atual.

De acordo com dados veiculados pelo Portal do Gremista, o aspecto financeiro exerce influência na continuidade do treinador. A multa para rescisão unilateral do contrato está estipulada em R$ 39,6 milhões, valor que impactaria o orçamento da instituição em caso de desligamento imediato antes do término do vínculo vigente.

Mudanças na escalação

No Centro de Treinamentos Luiz Carvalho, a comissão técnica conduz uma reforma na disposição do meio-campo para os próximos compromissos. A principal modificação consiste na extinção da figura do volante posicional, o tradicional “camisa 5”, em favor de uma estrutura que priorize a movimentação e a alternância de funções entre os jogadores do setor.

Luís Castro deve deixar o Grêmio?

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A nova organização tática prevê a utilização de Arthur e Nardoni atuando de forma alinhada na proteção à defesa e no início das jogadas. Essa configuração altera a dinâmica do esquema 4-3-3, visando conferir maior mobilidade à equipe durante a fase de construção ofensiva e reduzir a previsibilidade dos passes iniciais.

Luis Castro, técnico do Grêmio, durante partida contra o Bragantino -Foto: Maxi Franzoi/AGIF

Proposta para reverter a situação

O planejamento de Castro busca aumentar a presença de jogadores no setor central do ataque, ocupando os espaços entre as linhas de marcação do oponente. Para viabilizar essa estratégia, um dos atacantes de lado deve exercer a função de construtor interno, gerando superioridade numérica e atacando as zonas vazias às costas dos volantes adversários.

A proposta de jogo abandona as transições diretas e longas para focar em articulações curtas e na manutenção da posse de bola. Conforme o acompanhamento das atividades recentes, o grupo trabalha a leitura de jogo e o entrosamento para adaptar-se à ocupação de espaços coordenada, exigindo maior intensidade na transição defensiva para evitar contra-ataques