O Flamengo entrou em campo nesta quarta-feira (4), contra o Internacional, pelo Campeonato Brasileiro, pressionado pela derrota recente para o Corinthians na final da Supercopa. No Maracanã, a equipe mostrou mudanças claras de postura, sobretudo no segundo tempo, mas ainda evidenciou oscilações que já haviam aparecido na decisão anterior.
No primeiro tempo contra o Inter, o cenário lembrou o que se viu diante do Corinthians: posse de bola sem profundidade, dificuldade para pressionar a saída adversária e vulnerabilidade nas transições. O gol de Borré, nos acréscimos da etapa inicial, saiu em um contra-ataque após erro no meio, repetindo um problema recorrente. Assim como na Supercopa, o time sofreu quando precisou reagir a um placar adverso.
Mudança de postura do Flamengo e intensidade na etapa final
A diferença apareceu após o intervalo. O Flamengo voltou mais agressivo, com alterações que deram maior mobilidade ao setor ofensivo. A entrada de Pedro e a troca na lateral indicaram tentativa de aumentar presença na área. Logo nos primeiros minutos, a equipe acumulou finalizações com Cebolinha, Paquetá e Arrascaeta, algo que não ocorreu com a mesma intensidade na final contra o Corinthians.
O empate veio em lance decisivo: Varela sofreu pênalti após chegada atrasada de Bernabei, e Arrascaeta converteu com segurança, deslocando Rochet. O gol aos 23 minutos do segundo tempo premiou uma postura mais vertical. Diferentemente da Supercopa, quando o time ficou previsível após sair atrás, contra o Inter houve maior insistência em jogadas individuais e infiltrações.
Ainda assim, a partida mostrou limitações. O Inter seguiu levando perigo em transições rápidas, como na finalização de Carbonero defendida por Rossi. O Flamengo pressionou até o fim, criou com Carrascal e manteve o adversário recuado, mas faltou consistência para transformar volume em virada.
Comparação com a derrota para o Corinthians
Na decisão da Supercopa, o Flamengo teve controle territorial, porém apresentou baixa contundência e pouca variação tática. Contra o Internacional, embora o primeiro tempo tenha sido novamente abaixo, o time demonstrou maior intensidade física e emocional na etapa complementar. A torcida participou mais ativamente, e os jogadores responderam com postura menos passiva.
Outro ponto diferente foi a atitude sem a bola. Diante do Corinthians, que teve uma expulsão polêmica de Carrascal, a equipe sofreu para recompor e perdeu disputas decisivas. Já contra o Inter, especialmente após o intervalo, houve tentativa mais clara de pressionar e recuperar rapidamente a posse. O número maior de faltas sofridas e cartões distribuídos ao adversário indicou um time mais presente nos duelos.
Opinião da redação do Antenados no Futebol
O Flamengo apresentou evolução de atitude em relação à derrota para o Corinthians, principalmente no aspecto competitivo. A reação no segundo tempo contra o Internacional mostrou um elenco disposto a corrigir falhas recentes. No entanto, os problemas estruturais persistem, como a dificuldade em transformar domínio em chances claras e a vulnerabilidade em contra-ataques. O desempenho indica melhora de postura, mas ainda não consolida um padrão sólido para a sequência da temporada.
