Fabrício Bruno manifestou discordância em relação às decisões da arbitragem no empate entre Universidad Católica e Cruzeiro, ocorrido na madrugada desta quinta-feira (7). O confronto, válido pela quarta rodada da Copa Libertadores, foi disputado na Claro Arena, em Santiago. O foco das queixas do defensor residiu na disparidade de critérios adotados pelo juiz em lances de contato físico entre os jogadores.

A equipe mineira atuou com um atleta a menos desde os quatro minutos do segundo tempo. O atacante Keny Arroyo recebeu cartão vermelho direto após atingir um adversário. A expulsão condicionou a estratégia do Cruzeiro, que precisou priorizar o setor defensivo durante toda a metade final da partida em território chileno.

Revolta com arbitragem

Na zona mista, Fabrício Bruno comparou a punição de Arroyo a um incidente ocorrido no início do jogo envolvendo o volante Gerson. O defensor afirmou que o critério não foi o mesmo para as duas situações: “No início do jogo, o Gerson tomou um pisão semelhante, e ele só deu amarelo”, declarou o jogador, questionando a influência dos assistentes na decisão final do árbitro principal.

Fabrício Bruno atuando no Cruzeiro – Foto: Alessandra Torres/AGIF

O zagueiro também criticou a ausência de revisão do lance no monitor de vídeo à beira do campo. Em suas palavras, o responsável pela partida abdicou da tecnologia para seguir a orientação da bandeira: “Se fosse depender só dele (árbitro), ele não teria dado nem amarelo. Mas o bandeirinha quis ser o protagonista do jogo e chamou para ele a responsabilidade. E ele não teve nem a coragem de ver no VAR”, disse.

Expulsão de Arroyo foi injusta?

Expulsão de Arroyo foi injusta?

Sim
Não

18 fãs já votaram

Além da arbitragem, as condições do piso sintético da Claro Arena foram mencionadas pelo atleta devido ao volume de chuva em Santiago. Fabrício Bruno observou que o gramado acumulou água, dificultando a movimentação da bola: “É um gramado atípico ao que jogamos no nosso futebol brasileiro, apesar de termos muitos campos que se tornam sintéticos”, explicou o defensor ao avaliar as dificuldades técnicas do encontro.

Ponto comemorado

Apesar das adversidades relatadas, o jogador pontuou que o empate fora de casa deve ser valorizado dentro do planejamento para a classificação. Segundo o defensor, “é saber filtrar essas coisas, Libertadores tem disso, para irmos amadurecendo cada vez mais” e “fazer valer esse um ponto que, sem dúvida nenhuma, lá na frente vai se tornar de grande valia, porque é um jogo difícil, principalmente se tratando de jogar 45 minutos com um jogador a menos”.

Com o resultado, o Cabuloso ocupa a segunda posição do Grupo D, somando sete pontos, mesma pontuação da líder Universidad Católica. A sequência da equipe na competição continental prevê um jogo contra o Boca Juniors, na Argentina, no dia 19 de maio, e o encerramento da fase de grupos contra o Barcelona de Guayaquil, no estádio Mineirão, em 28 de maio.