A Seleção Brasileira estreia na Copa do Mundo cercada por expectativa, mas o apoio não vem apenas das ruas do Brasil. A cerca de 15 mil quilômetros de distância, em Bangladesh, milhões de torcedores também se mobilizam para acompanhar a caminhada da equipe pentacampeã mundial. E não estamos falando de uma torcida discreta: o país literalmente se pinta de verde e amarelo durante o torneio, e isso é puro suco de Copa!
Quem vê as imagens que circulam nas redes sociais até pensa que está em alguma cidade brasileira. Bandeiras gigantes, ruas decoradas, pinturas em muros e homenagens a craques históricos fazem parte do cenário em diversas regiões do país asiático. Em época de Copa, Bangladesh vira quase uma extensão do território brasileiro.
A cena pode parecer curiosa para quem não conhece essa tradição, mas ela está longe de ser novidade. Com mais de 175 milhões de habitantes e uma seleção que nunca disputou uma Copa do Mundo, Bangladesh adotou o Brasil como paixão futebolística há décadas. E, claro, a rivalidade com a Argentina também está presente em praticamente todas as ruas do país.
Como nasceu a paixão de Bangladesh pelo Brasil?
A ligação começou ainda nos anos 1960, quando a geração de Pelé e Garrincha encantava o planeta e transformava o Brasil em referência mundial dentro de campo. As histórias daqueles craques chegavam aos bengaleses pelos livros escolares e, mais tarde, pela televisão, que apresentou novos ídolos como Zico, Sócrates e Ronaldo.
O fenômeno foi tão forte que ultrapassou gerações. Hoje, imagens de Pelé e Ronaldo aparecem estampadas em murais, fachadas e bandeiras espalhadas pela capital Dhaka e por outras cidades importantes do país. O futebol brasileiro acabou se tornando parte da cultura esportiva local.
O efeito Copa
Enquanto a Seleção Brasileira busca mais uma vez o tão sonhado hexacampeonato, Bangladesh segue mostrando que a paixão pelo futebol não conhece fronteiras. Afinal, poucas cenas representam tão bem a força global da camisa amarela quanto um país inteiro do outro lado do mundo torcendo como se estivesse na arquibancada do Maracanã.
Nem sempre o jogo é a maior história do dia.
