Uma reviravolta judicial mudou novamente o comando da Vasco SAF. Na noite desta sexta-feira, a Justiça do Rio de Janeiro concedeu efeito suspensivo à decisão que havia determinado a intervenção na empresa e afastado integrantes do Conselho de Administração. Com isso, Pedrinho retoma o controle do futebol vascaíno até o julgamento definitivo do recurso.
A decisão liminar foi assinada pelo desembargador César Felipe Cury, que acolheu parcialmente o pedido apresentado pelo Vasco. O magistrado suspendeu o afastamento dos conselheiros, anulou temporariamente a nomeação da interventora judicial e devolveu ao CRVG a prerrogativa de recompor os cargos da administração da SAF.
Apesar da mudança, a Justiça manteve uma série de exigências voltadas ao fortalecimento da governança da empresa. Entre elas estão a apresentação de um cronograma para regularização das demonstrações financeiras, esclarecimentos sobre a situação do diretor financeiro, compartilhamento de documentos societários e a nomeação de um profissional independente para acompanhar a gestão.
Justiça impõe regras para a SAF
Além de devolver a administração ao clube, o desembargador determinou que operações relevantes, como negociações envolvendo atletas e ativos importantes, continuem sendo acompanhadas pela Administração Judicial e pelos órgãos competentes. O objetivo é garantir maior transparência durante o andamento do processo.
Na decisão, César Felipe Cury afirmou que a intervenção determinada em primeira instância foi uma medida excessiva para o momento. Segundo ele, os elementos apresentados até agora não justificam o afastamento da administração da Vasco SAF.
O magistrado também destacou que a própria Administração Judicial sugeriu medidas menos severas para corrigir problemas internos. Até o momento, segundo a decisão, não foram encontradas provas de fraude, desvio de recursos ou atuação dolosa por parte dos gestores da empresa.
Opinião: O Vasco ganha tempo, mas segue sob pressão
O retorno de Pedrinho representa uma vitória importante para a diretoria, mas está longe de encerrar a disputa jurídica. A SAF continuará sendo fiscalizada e terá de cumprir uma série de determinações impostas pela Justiça. Se falhar novamente na organização e na transparência da gestão, novas medidas poderão ser adotadas, colocando outra vez o comando do futebol vascaíno em risco.




