A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, é uma figura influente no Brasil, tanto pela atuação à frente do Verdão quanto por ser uma das proprietárias da Crefisa, ao lado do marido, José Roberto Lamacchia. No entanto, uma situação envolvendo uma comissão parlamentar de inquérito ganhou repercussão.
A CPMI do INSS aprovou a convocação de Leila Pereira para depor como testemunha. A decisão ocorreu após uma sessão marcada por embate político e os parlamentares aprovaram de uma vez só 87 pedidos, após derrota da base governista na comissão. O pedido para ouvir Leila foi feito pelo deputado Alfredo Gaspar, com base no que o presidente do INSS disse em um depoimento no começo de fevereiro.
O que motivou o pedido
De acordo com o relator, a Crefisa teve um papel principal no pagamento de novos benefícios, mas depois começou a sofrer punições do INSS. No texto, o deputado afirma que o depoimento é necessário para descobrir se a diretoria do banco sabia de possíveis irregularidades denunciadas pelas pessoas que recebem o benefício.
Um dos pontos que mais chamam a atenção é que o INSS proibiu a Crefisa de fazer novos pagamentos por causa das muitas reclamações de aposentados. O deputado também falou sobre relatos de pressão para que as pessoas abrissem contas e contratassem serviços sem receber as informações corretas — algo que ele classificou como um comportamento abusivo por parte da empresa.

SAO PAULO – SP – 08/02/2017 – RENOVACAO DE PATROCINIO DO PALMEIRAS – Leila Pereira Presidente da Crefisa durante renovacao de patrocinio da Crefisa com o Palmeiras no CT Academia de Futebol. Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Próximos passos da comissão
Como testemunha, Leila Pereira terá que explicar o que o banco fez para tentar resolver os problemas apontados pelo INSS. Além disso, ela precisará esclarecer até que ponto a diretoria da empresa é responsável pelas falhas denunciadas pelos clientes.

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A CPMI deveria terminar no dia 26 de março. Mas o relator e o presidente da comissão já estão se movimentando para aumentar esse prazo. O objetivo é garantir que haja tempo para ouvir os representantes dos bancos que foram aprovados na reunião desta quinta-feira (26).




