O Vitória ficou no empate sem gols com o Sport Club Corinthians Paulista neste sábado (18), no Barradão, pela rodada do Campeonato Brasileiro, em um jogo marcado por baixa intensidade ofensiva e pouca efetividade das duas equipes. Apesar de maior controle do time baiano, o duelo ficou devendo em emoção e finalizações perigosas.
Logo nos primeiros minutos, o Vitória sofreu um duro golpe com a saída de Renato Kayzer, que sentiu a coxa direita e precisou ser substituído ainda no início da partida. A lesão do centroavante, principal referência ofensiva da equipe, impactou diretamente a capacidade de finalização do time, que passou a ter mais dificuldade para transformar posse em chances claras.
Mesmo com a perda de Kayzer, o Vitória manteve maior presença com a bola e terminou com 59% de posse, além de 350 passes trocados e 89% de precisão, números superiores aos do Corinthians. A equipe tentou construir jogadas, principalmente pelos lados, mas pecou na tomada de decisão no último terço.
O que mais prejudicou o ataque do Vitória contra o Corinthians?
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Vitória sem Kayzer e pouca agressividade
Os números ofensivos escancaram o problema: foram 10 finalizações do Vitória contra apenas 4 do Corinthians, porém nenhuma delas acertou o gol. A falta de pontaria e a ausência de um homem de referência dentro da área foram determinantes para o desempenho abaixo do esperado.
Durante o segundo tempo, o Vitória até ensaiou uma pressão, com escanteios e bolas levantadas na área, mas seguiu sem conseguir transformar volume em perigo real. Jogadas como as finalizações de Renê e Luan Cândido ilustram bem a dificuldade na conclusão.

Renato Kayzer jogador do Vitoria durante partida contra o Corinthians no estadio Barradao pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Walmir Cirne/AGIF
Do outro lado, o Corinthians teve atuação ainda mais apagada no ataque. Com apenas 4 chutes na partida e nenhum no alvo, a equipe paulista pouco ameaçou e apostou em bolas longas e jogadas individuais, sem sucesso. Yuri Alberto e os demais atacantes praticamente não conseguiram participar do jogo. Com isso, o placar igualado coincidiu com o palpite feito pela IA para a partida.
Opinião: volume sem eficiência preocupa o Leão
O Vitória mostrou organização para ter a bola e controlar o ritmo do jogo, mas evidenciou um problema claro: falta de eficiência ofensiva. Ter mais posse e finalizar mais não é suficiente quando o time não consegue sequer exigir uma defesa do goleiro adversário.
A lesão de Kayzer ajuda a explicar parte dessa dificuldade, mas não justifica completamente a baixa produção. O time precisa encontrar alternativas para ser mais agressivo e objetivo no ataque, principalmente em jogos dentro de casa, onde o controle precisa se transformar em resultado concreto.




