Atlético-MG

Kalil, ex-presidente do Atlético-MG, relembra bastidores com Ronaldinho Gaúcho: “Não é desse mundo”

Relatos de Kalil expõem bastidores e comportamento único de Ronaldinho nos tempos de Atlético

Ronaldinho Gaucho. Cruzeiro x Atletico-MG pela final do Campeonato Mineiro 2013 no Estadio Mineirao 19 de Maio de 2013, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Foto: Bruno Cantini/AGIF
© Bruno Cantini/AGIFRonaldinho Gaucho. Cruzeiro x Atletico-MG pela final do Campeonato Mineiro 2013 no Estadio Mineirao 19 de Maio de 2013, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Foto: Bruno Cantini/AGIF

A trajetória de Ronaldinho Gaúcho com a camisa do Atlético Mineiro segue como uma das mais simbólicas da história recente do clube. Entre 2012 e 2014, o jogador não apenas conquistou títulos, como também deixou marcas profundas no ambiente interno da equipe.

Responsável direto pela chegada do atleta, Alexandre Kalil voltou a comentar sobre aquele período em entrevista ao canal HGplay. O ex-presidente trouxe à tona episódios do dia a dia que ajudam a explicar o perfil singular do camisa 10.

Segundo ele, o comportamento do jogador variava bastante dentro da rotina de treinamentos, especialmente quando o assunto envolvia atividades físicas sem bola, algo que contrastava diretamente com sua dedicação nos momentos técnicos.

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Ronaldinho foi o maior jogador da história recente do Atlético-MG?

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Relatos revelam contraste entre treinos físicos e talento com a bola

“O Ronaldinho não é desse mundo! Nem para jogar bola e nem para não gostar de concentrar… Se você quisesse ver o Ronaldinho sentir a coxa, era só falar que tinha um treino sem bola. ‘Ah, hoje é musculação’. ‘Ah, mas eu estou com uma dor na coxa, eu não quero’. Agora, com a bola, você tinha que arrastar ele para fora do campo. Isso eu vi várias vezes”, iniciou.

Mesmo com essa postura mais seletiva em relação a certos tipos de atividade, o desempenho técnico do jogador compensava qualquer limitação fora do padrão tradicional de preparação.

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Ronaldinho Gaucho, do Atletico-MG, comemora gol marcado contra o Arsenal, durante partida realizada no estadio Arena Independencia, em Belo Horizonte (MG), nesta quarta (03), valida pelo Copa Libertadores.    Foto: Pedro Vilela / Agencia i7

Ronaldinho Gaucho, do Atletico-MG, comemora gol marcado contra o Arsenal, durante partida realizada no estadio Arena Independencia, em Belo Horizonte (MG), nesta quarta (03), valida pelo Copa Libertadores. Foto: Pedro Vilela / Agencia i7

“Estou dando um exemplo, porque já tem tantos anos. É bola? ‘Vou bater falta’. Chegava na 25ª falta, e o Victor já tinha tomado 25 gols com barreira de fora da área. O Carlinhos Neves (preparador físico) ia lá fora: ‘Você vai machucar, uai. Já trocou três goleiros e você não para de bater falta’. Ele é assim, era assim no Atlético”, contou Kalil.

Além disso, o ex-dirigente destacou momentos específicos que evidenciam o nível de precisão do jogador, mesmo em treinos aparentemente informais.

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“Estávamos eu e Maluf um dia, eu comecei a contar. Falei: ‘Não, isso é impossível’. Ele acertou, pela vida dos meus filhos, 12 faltas seguidas no Victor. É impressionante. Isso é um negócio impressionante. Bola ele joga igual meu neto: se não tirar ele da bola, ele fica chutando bola”, encerrou.

Opinião: impacto técnico colocou Ronaldinho em outro patamar no clube

O período de Ronaldinho no Atlético não pode ser analisado apenas pelos números ou títulos conquistados. Sua presença alterou o patamar competitivo do time e influenciou diretamente a confiança de um elenco que passou a se enxergar como protagonista.

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Além disso, os relatos de bastidores deixam claro que sua relação com o jogo era diferente da maioria. Mesmo sem seguir padrões convencionais de preparação, o nível de execução dentro de campo compensava, consolidando uma passagem que dificilmente será replicada no clube.

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