A vitória do Remo sobre o São Paulo, no último domingo (31), teve clima de despedida no Mangueirão. Um dos nomes mais identificados com a torcida azulina, Diego Hernández fez sua última partida pelo clube antes do encerramento do contrato de empréstimo, previsto para o fim de junho.
O uruguaio deixará Belém sem que o Leão consiga exercer a compra em definitivo. Em entrevista ao jornalista Pedro Garcia, do Portal Cidade 91, o diretor executivo Luís Vagner Vivian explicou que o Remo buscou alternativas para manter o atacante.
Mas, segundo o mandatário, as negociações não avançaram. O dirigente também ressaltou que o formato do vínculo e a situação financeira do clube dificultaram qualquer acordo para prolongar a permanência do jogador.
Remo tentou compra, mas acordo não avançou
Vivian revelou que o clube chegou a discutir uma aquisição antecipada dos direitos do atleta, porém não houve consenso entre as partes. Além disso, Diego passou a ter menos espaço na disputa por posição ao longo da temporada, fator que também pesou na avaliação interna feita pelo departamento de futebol.
A conta não fechou para o Remo. Contratado junto ao Botafogo na temporada passada, Diego participou da campanha que terminou com o acesso e rapidamente ganhou prestígio entre os torcedores.

Diego Hernandez jogador do Remo durante partida contra o Athletic Club no estadio Baenao pelo campeonato Brasileiro B 2025. Foto: Fernando Torres/AGIF
O momento mais marcante aconteceu no clássico contra o Paysandu pela Série B, quando marcou o gol da vitória e entrou de vez para a memória recente do clube.
Opinião: Remo perde um jogador que entregava mais do que números
Os três gols e três assistências em 33 jogos não contam toda a história de Diego Hernández no Remo. O uruguaio construiu uma conexão rara com a arquibancada e se transformou em uma figura importante em um dos períodos mais positivos do clube nos últimos anos. O Remo economiza agora, mas perde um atleta que já estava aprovado pela torcida e adaptado ao ambiente.




