Luiz Felipe Scolari estreou neste sábado (7) em uma nova função no futebol. Campeão do mundo com a Seleção Brasileira em 2002, o treinador participou pela primeira vez do programa Seleção Copa, diretamente de Nova York, e rapidamente mostrou que continua observando cada detalhe do time nacional e elogiou o ex-Cruzeiro, Igor Thiago.
Ao lado de Felipe Melo, Paulo Nunes e André Rizek, Felipão chamou atenção logo em suas primeiras análises ao escolher um nome específico para elogiar após a vitória do Brasil por 2 a 1 sobre o Egito.
Mesmo sem balançar as redes, Igor Thiago recebeu destaque especial do ex-comandante da Seleção. Para Felipão, a atuação do centroavante vai muito além dos números e ajuda a estruturar o funcionamento coletivo da equipe montada por Carlo Ancelotti.
Você acredita que o atacante merece mais oportunidades com Carlo Ancelotti?
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Felipão aponta ex-Cruzeiro como peça importante para Ancelotti
“Coloco o Igor como destaque. Ele tem uma participação especial na formação da equipe do Brasil, dá um sistema ao Ancelotti, que pode confiar na maneira de jogar, colocando jogadores à vontade, com uma chegada boa e marcação.”
O treinador pentacampeão também reforçou sua admiração por atacantes de referência, perfil cada vez mais raro no futebol moderno e que, segundo ele, oferece equilíbrio para quem joga ao redor.

Igor Thiago, em sua passagem pelo Cruzeiro – Foto: Bruno Haddad / Cruzeiro
“Eu gosto de centroavante. O 9 para mim é a referência. Dá um sentido ao grupo, participação melhor que faz com que os outros se sintam mais livres”, disse Felipão durante a transmissão.
A avaliação ganhou repercussão porque Igor Thiago ainda busca consolidar seu espaço na Seleção, mas recebeu respaldo público de uma das vozes mais respeitadas da história do futebol brasileiro.
O recado de Felipão vai além de um simples elogio
Quando Felipão destaca um centroavante mesmo sem gol, ele está enviando uma mensagem clara sobre o que enxerga no futebol. Em uma época dominada por estatísticas rápidas e cobranças imediatas, o ex-técnico aponta para algo que muitos ignoram: a função tática. Se Ancelotti absorver essa leitura, Igor Thiago pode ganhar espaço real em uma disputa que está longe de estar definida.




