Aos 38 anos, Gatito Fernández está prestes a viver o momento mais especial de sua trajetória no futebol. Ex-goleiro e ídolo do Botafogo, o atual jogador do Cerro Porteño garantiu presença na Copa do Mundo de 2026 com a Seleção Paraguaia e realizará um sonho que perseguiu durante toda a carreira.
A classificação foi comemorada intensamente pelo grupo paraguaio, que vive dias de expectativa antes da estreia no torneio. Ao relembrar a conquista, Gatito destacou a emoção compartilhada entre os companheiros.
“Os 26 jogadores que estavam no ônibus estavam todos muito animados. É um momento único para cada um de nós; sabemos que para um jogador de futebol existem mais momentos tristes do que felizes, e todos nós tínhamos consciência de que tínhamos que aproveitar e curtir”, afirmou.
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O Mundial que sempre esteve nos planos do ex-Botafogo
Na última sexta-feira, o Paraguai encerrou sua preparação para a Copa com uma vitória por 4 a 0 sobre a Nicarágua, no Estádio Defensores del Chaco. O amistoso serviu como último teste antes do início da competição.
O goleiro também falou sobre a festa da torcida e o clima que tomou conta do país. “Aqui também, a celebração foi completa. Tínhamos que dar o nosso melhor e fazer um bom espetáculo para chegar em boa forma para a Copa do Mundo”, declarou.

RJ – Rio de Janeiro – 26/10/2022 – BRASILEIRO B 2021, BOTAFOGO X RED BULL BRAGANTINO – Gatito Fernandez goleiro do Botafogo comemora seu gol durante partida contra o Bragantino no estadio Engenhao pelo campeonato Brasileiro A 2022. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
Pouco depois, Gatito, que teve seu nome novamente vinculado ao Alvinegro Carioca recentemente, revelou que disputar um Mundial era a realização que ainda faltava em seu currículo. “Sempre foi uma motivação na minha carreira poder jogar uma Copa do Mundo representando o Paraguai, era algo que me faltava”, disse o arqueiro.
Antes de encerrar a entrevista, o ex-botafoguense voltou a demonstrar gratidão pela oportunidade. “Feliz e grato a Deus por me dar esta oportunidade na minha carreira aos 38 anos. Agora é só aproveitar”, completou.
Uma recompensa construída com paciência
A história de Gatito mostra que nem todos os grandes momentos chegam cedo. Depois de décadas dedicadas ao futebol e de anos defendendo a Seleção Paraguaia, o goleiro alcança a maior competição do planeta justamente na reta final da carreira. É uma recompensa rara para um atleta que construiu sua trajetória com regularidade, respeito e persistência, qualidades que o transformaram em referência tanto no Paraguai quanto no Botafogo.




