O Flamengo iniciou o clássico deste sábado (23), no Maracanã, impondo intensidade, pressão alta e ocupando o campo ofensivo diante do Palmeiras. Encontrando espaços entre as linhas, o time carioca criou as primeiras oportunidades e passou a sensação de que controlaria o confronto pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Mesmo com o Palmeiras assustando em contra-ataques, o Rubro-Negro era superior territorialmente. As chegadas de Samuel Lino, as movimentações de Pedro e a circulação rápida pelo meio davam volume ofensivo ao time de Leonardo Jardim. O problema é que o cenário mudou completamente após a expulsão de Carrascal, ainda no primeiro tempo.
A partir dali, o Fla, que foi para o jogo sem Cebolinha, perdeu equilíbrio emocional e organização tática. O Palmeiras encontrou exatamente o jogo que queria: espaços no meio-campo, liberdade para acelerar pelos lados e facilidade para atacar em transições rápidas. José Manuel López abriu o placar ainda na etapa inicial e, no segundo tempo, Allan ampliou, e Paulinho fechou a tampa.
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Expulsão mudou o jogo e Leonardo Jardim agravou o problema
Com um jogador a menos, o esperado era que o Flamengo reorganizasse o setor central para diminuir os espaços e tentar sobreviver no jogo. Mas aconteceu justamente o contrário. Jardim desmontou o meio-campo ao sacar Evertton Araújo e manteve uma equipe pesada sem a bola, lenta na recomposição e vulnerável nos contra-ataques palmeirenses.
As mudanças deixaram o time ainda mais exposto. O Palmeiras passou a circular com tranquilidade, principalmente nas costas dos volantes, enquanto o Flamengo insistia em atacar de maneira desordenada. Pedro ficou isolado sem intensidade defensiva, e o setor central virou uma avenida para Allan, Andreas Pereira e Maurício trabalharem a posse.

Jorginho jogador do Flamengo durante partida contra o Palmeiras no estadio Maracana pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Isabela Azine/AGIF
Samuel Lino, que era um dos jogadores mais perigosos ofensivamente, acabou deixando a partida, enquanto Bruno Henrique permaneceu em campo sem conseguir repetir a intensidade necessária para pressionar.
Opinião: Leonardo Jardim foi afoito e desmontou o Flamengo
O principal erro de Leonardo Jardim não foi apenas mexer mal, mas interpretar completamente errado o contexto da partida. Um time com um jogador a menos precisava compactar linhas, proteger o meio e diminuir o ritmo do Palmeiras. Em vez disso, o treinador abriu ainda mais o setor central e transformou um jogo difícil em um cenário confortável para o adversário.
Faltou leitura competitiva. O Fla até poderia perder pela inferioridade numérica, mas não precisava entregar tantos espaços e perder totalmente o controle emocional e tático do confronto.




