O Botafogo apresentou oficialmente Domingos Andrade nesta terça-feira e deu as boas-vindas ao volante angolano, que assinou contrato até o fim de 2029. Aos 23 anos, o jogador chega após passagem pelo Porto B e reforça um setor considerado prioridade pela diretoria alvinegra nesta janela de transferências.
O meio-campista vestirá a camisa 91 e foi uma indicação do departamento de scout, além de já ser conhecido por Franclim Carvalho. A contratação ganhou força depois da lesão de Allan e da saída de Newton, abrindo espaço para a chegada de um novo volante ao elenco.
Durante a apresentação, Domingos fez questão de agradecer pela oportunidade de vestir a camisa do Botafogo e revelou que recebeu boas referências do clube antes de desembarcar no Rio de Janeiro. “Primeiramente, quero agradecer a Deus por me dar essa oportunidade de representar um clube de tradição, um clube glorioso como o Botafogo. Quero agradecer à estrutura por olhar e acreditar no meu potencial. Agradecer ao meu empresário, que apresentou o projeto e falou muito bem do clube. Eu também já conhecia o clube por intermédio do Bastos, por intermédio do Kauê, também formado aqui no clube, e só tenho coisas boas a respeito do clube. Foi um amor que sei que daqui a alguns anos vai valer a pena.”
Domingos destaca estilo de jogo
O reforço afirmou que chega disposto a desempenhar qualquer função no meio-campo e destacou as características que pretende mostrar com a camisa alvinegra. “Falando de como jogador, sou um jogador bastante batalhador. Um jogador que trabalha muito em prol da equipe, que vai estar sempre aí pra recuperar a bola, para conseguir… Enfim, carregar o piano, como a gente fala. Ah, o mister… o mister falou comigo. Falou daquilo que achava de mim como jogador, daquilo que esperava de mim. E é só continuar a fazer.”
Apesar da apresentação oficial, Domingos Andrade ainda não deve estrear nesta quinta-feira, contra o Vitória, pelo Campeonato Brasileiro. A tendência é que o volante tenha mais tempo para adaptação antes de ser relacionado pela comissão técnica.
O angolano também comentou sobre a responsabilidade de defender o Botafogo e disse enxergar a pressão como combustível para crescer. “Eu acho que é um privilégio, porque somos privilegiados em representar. Eu sou privilegiado em ter a oportunidade de representar um clube como o Botafogo. E eu olho para a pressão como motivo para continuar trabalhando, para me motivar. Porque nós, em Angola, temos um ditado que fala que “o carvão, quando é pressionado, gera diamante”. Espero que, com a pressão da estrutura e dos adeptos, a gente gere frutos.”
Opinião: Botafogo precisa transformar aposta em resultado
Domingos Andrade chega cercado de expectativa, mas a resposta virá apenas dentro de campo. O Botafogo apostou em um jogador jovem para suprir uma necessidade imediata do elenco, e agora cabe ao volante mostrar que pode suportar a pressão de um clube que disputa títulos e não tem margem para esperar uma adaptação longa.




