Neste sábado (25), Davide Ancelotti relembrou sua passagem pelo Botafogo e explicou os motivos que o levaram a deixar o clube. Atual técnico do Lille, da França, o italiano afirmou ao jornal francês L’Équipe que viveu um período intenso no futebol brasileiro.
“Cinco meses lá são como dois anos na Europa. As pessoas não entenderam se eu tinha sido demitido ou não. Mas, na verdade, depois de cinco meses, não havia mais presidente, porque John Textor estava de saída”, declarou.
Davide também garantiu que partiu dele a decisão de encerrar o trabalho no Glorioso. “Eu não tinha mais nenhuma indicação sobre o que aconteceria dali para frente, então decidi pedir demissão. Eles não me demitiram, porque nem havia um presidente para fazer isso (risos)”, explicou.
Davide Ancelotti relata dificuldades no Botafogo
Apesar do desfecho, o treinador avaliou positivamente parte da experiência. Davide destacou que o Botafogo conseguiu resultados mesmo diante das mudanças no elenco, dos problemas internos e das lesões enfrentadas durante sua passagem.
“A experiência foi boa porque, apesar de todas as dificuldades, das saídas e das lesões, tivemos bons resultados. Mas as expectativas eram grandes demais em relação a um cenário que havia mudado completamente”, afirmou.
O italiano ainda agradeceu a confiança recebida inicialmente de John Textor, mas revelou que perdeu respaldo com o passar do tempo. “John Textor confiou em mim, e eu sempre serei grato por isso. Mas, depois, houve muitos conflitos, e eu fiquei muito sozinho.”
Opinião: relato ajuda a explicar saída conturbada
Davide Ancelotti mostra como foi difícil trabalhar em um ambiente instável. A falta de uma liderança definida e os conflitos citados pelo treinador dificultaram a continuidade do trabalho no Botafogo, que ainda assim, conseguiu, em dados momentos, apresentar resultados positivos sob o comando do italiano.




