O Cruzeiro encarou um dos cenários mais complicados da fase de grupos da Libertadores e respondeu dentro de campo com uma atuação competitiva diante do Boca Juniors, nesta terça-feira (19), em La Bombonera. Mesmo pressionado em boa parte do duelo, o time brasileiro suportou a intensidade argentina e saiu da partida ainda líder do Grupo D, com oito pontos, mantendo o controle da própria situação no torneio continental.
Desde os minutos iniciais, o Boca tentou transformar a atmosfera do estádio em combustível para empurrar o Cruzeiro contra a própria área. A equipe argentina acumulou escanteios, finalizações e abriu o placar aos 15 minutos, quando Miguel Merentiel aproveitou sobra dentro da área para fazer 1 a 0. Ainda assim, o time mineiro não se desorganizou emocionalmente após sofrer o gol.
A resposta celeste veio no segundo tempo e mostrou uma equipe mais agressiva ofensivamente. Aos nove minutos, Fágner apareceu dentro da área para empatar a partida após boa construção ofensiva. O lance recolocou o Cruzeiro no jogo justamente quando o Boca crescia emocionalmente na Bombonera.
O empate do Cruzeiro mostrou que o time pode brigar forte pelo título da Libertadores?
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Raposa suporta pressão e mantém cenário favorável no grupo
Mesmo com o empate, o jogo permaneceu extremamente aberto. O Boca aumentou a pressão após a expulsão de Gerson, aos 23 minutos do segundo tempo, em lance revisado pelo VAR. Com um jogador a menos, o Cruzeiro precisou mudar completamente sua postura em campo e passou a atuar em bloco mais baixo, apostando em velocidade e resistência defensiva.
Apesar do domínio territorial argentino nos minutos finais, o Cruzeiro conseguiu sobreviver em momentos importantes da partida. O Boca chegou a marcar novamente com Merentiel aos 44 minutos, mas o VAR anulou o lance por toque de mão de Milton Delgado na origem da jogada. O lance manteve o empate e evitou uma virada dramática em La Bombonera.

Arroyo jogador do Cruzeiro comemora seu gol durante partida contra o Palmeiras no estadio Arena Barueri pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Anderson Romao/AGIF
Mesmo pressionado até os acréscimos, o time mineiro ainda criou oportunidades perigosas. Néiser Villarreal desperdiçou uma grande chance aos 42 minutos. O desempenho mostrou um Cruzeiro disposto a competir mesmo em cenário adverso, algo importante pensando na sequência da competição continental.
Opinião: Cruzeiro mostrou maturidade para sonhar alto na Libertadores
O empate na Argentina pode ter um peso maior do que apenas um ponto na tabela. O Cruzeiro demonstrou personalidade para enfrentar um dos ambientes mais difíceis do continente e não se desmontou mesmo quando sofreu pressão intensa do Boca Juniors. Além disso, a situação do Grupo D deixa o clube brasileiro em condição interessante para a reta final da fase de grupos.
Com oito pontos e ainda dependendo apenas de si, o Cruzeiro sai fortalecido emocionalmente. Se mantiver essa postura competitiva e conseguir corrigir os momentos de instabilidade defensiva, o time pode chegar ao mata-mata da Libertadores como uma equipe muito mais preparada do que parecia no início da competição.




