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Corinthians é acionado por Reginaldo Borim em processo de R$ 10,5 milhões

Jogador cobra R$ 10,5 milhões e alega rompimento injusto após desistência do Corinthians.

Osmar Stabile presidente do Corinthians durante partida contra o Internacional no estadio Arena Corinthians pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Ettore Chiereguini/AGIF
© Ettore ChiereguiniOsmar Stabile presidente do Corinthians durante partida contra o Internacional no estadio Arena Corinthians pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Ettore Chiereguini/AGIF

Reginaldo Borim decidiu levar o Corinthians à Justiça do Trabalho após a frustrada tentativa de vestir a camisa alvinegra em 2024. Hoje com 19 anos, o lateral-esquerdo cobra R$ 10,586 milhões em indenizações e alega que teve o contrato rompido de forma abrupta, sem receber documentos rescisórios, salários ou qualquer explicação formal por parte do clube.

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Segundo a ação, o jovem havia deixado Jaú para morar no alojamento do Parque São Jorge, assinou contrato e chegou a celebrar a oportunidade nas redes sociais. Pouco tempo depois, porém, o Corinthians desistiu da contratação após a repercussão provocada por um registro equivocado no BID da CBF, que o identificava com uma foto da época em que ainda atuava como goleiro.

Ação aponta prejuízos dentro e fora dos gramados

Os advogados de Reginaldo afirmam que o rompimento causou impactos que ultrapassaram a carreira esportiva. Na ação, eles sustentam que o jogador desenvolveu um quadro depressivo após o episódio, passou a fazer tratamento médico e psicológico e viu sua retomada no futebol profissional ser comprometida pela forma como a negociação foi encerrada.

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O processo também reúne declarações do então diretor das categorias de base, Claudinei Alves, que admitiu ter desistido da contratação em razão da pressão interna. Na época, ele afirmou “Podemos estar acabando com a carreira de um garoto, tenho esse sentimento, mas estou mandando embora. Paciência”. A defesa anexou ainda outro trecho da petição que diz “O próprio dirigente responsável pela decisão admitiu consciência antecipada do dano, admitiu que a causa real da dispensa foi a pressão interna do Conselho do clube e revelou indiferença deliberada ao resultado destruidor de sua própria decisão.”

O Corinthians informou que não comenta processos judiciais em andamento. Já a defesa do atleta declarou que a ação “visa regularizar a situação decorrente do rompimento abrupto e injusto do contrato”. Claudinei Alves foi procurado pelo ge, mas não havia se pronunciado até a publicação das informações.

Além da indenização principal de R$ 10 milhões pela rescisão unilateral, Reginaldo também pede R$ 500 mil por danos morais, R$ 70 mil pela rescisão antecipada do vínculo e R$ 16 mil referentes a salários que, segundo a ação, não foram pagos. O processo foi protocolado em junho deste ano e ainda aguarda julgamento.

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O caso expõe um problema que vai além da Justiça

Independentemente da decisão judicial, o episódio reforça como erros administrativos e decisões tomadas sob pressão podem deixar marcas profundas na vida de jovens atletas. Para um clube do tamanho do Corinthians, situações desse tipo desgastam a imagem institucional e levantam dúvidas sobre a condução de processos nas categorias de base, onde uma escolha precipitada pode comprometer muito mais do que uma contratação.

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