José Boto explicou por que o Flamengo decidiu não negociar Emerson Royal, apesar do interesse do Aston Villa, da Inglaterra. Em entrevista ao jornalista Rock Hudson, da Coluna do Fla, o diretor de futebol rubro-negro destacou a escassez de laterais no mercado e a dificuldade para encontrar uma reposição à altura.
Ao falar sobre o tema, o dirigente citou o fato de um clube inglês com alto poder financeiro, como o Aston Villa, escolher Emerson Royal para a lateral-direita. Para Boto, esse tipo de interesse mostra como jogadores da posição se tornaram peças valorizadas no futebol mundial.
“São posições que estão com uma escassez enorme, as laterais. Vocês brasileiros viram isso agora na Copa, não é?”, afirmou. O dirigente ainda ressaltou que a dificuldade não atinge apenas o Flamengo, mas também equipes importantes do futebol europeu.
Flamengo mantém Emerson Royal por falta de reposição
Segundo José Boto, existem poucos laterais-direitos que consigam reunir capacidade defensiva e participação ofensiva, além de força física. Por esse motivo, uma possível saída de Emerson Royal poderia deixar o Flamengo sem alternativas disponíveis no mercado.
“Não existem laterais-direitos fortes fisicamente, que defendam bem, que ataquem bem, mas não existe para o Aston Villa, para o Liverpool, não existe para mim, mas também não existe para o Flamengo”, destacou o português.
“Se nós perdermos os nossos laterais-direitos, não vamos ter reposição […] Não é ir na emoção do que pensa a torcida ou do que pensam os jornalistas, os influenciadores”, completou Boto.
Opinião: Boto acerta ao priorizar o equilíbrio do elenco
Essa explicação de Boto faz sentido diante da dificuldade apresentada pelo próprio dirigente. Negociar Royal sem uma reposição poderia criar um problema maior do que qualquer benefício financeiro. Se o CRF entende que não vai achar outro lateral com características semelhantes, manter o jogador é a melhor decisão.




