O transfer ban imposto ao Botafogo pela dívida do clube pela compra de Thiago Almadanão é a única inadimplência do Glorioso. Segundo Gabriel Peornedo, tesoureiro do Vélez Sarsfield-ARG, o Fogão ainda deve dinheiro pela contratação de Álvaro Montoro.
Na última segunda-feira (26), o dirigente revelou em entrevista à Rádio Antena Pueblo que o Botafogo possui duas parcelas em atraso. Uma corresponde a US$ 1,5 milhão (R$ 7,9 milhões), vencida em agosto, enquanto a outra é de US$ 1 milhão (R$ 5,3 milhões), que expirou em dezembro. A dívida totaliza US$ 2,85 milhões (R$ 15 milhões).
Botafogo tem dívida com o Vélez por Montoro
Peornedo revelou que, por conta da dívida, o Vélez recorreu à Fifa e a entidade máxima do futebol condenou o Botafogo a pagar uma multa de US$ 150 mil (R$ 795 mil), além de juros e correção.
“Não recebemos o pagamento de nenhuma das parcelas. Recorremos à Fifa em ambos os casos. Em relação à parcela de agosto, seguindo os procedimentos da Fifa, uma decisão foi emitida na semana passada contra o Botafogo, que terá de nos pagar uma multa: eles cobraram US$ 150 mil mais juros”, disse o tesoureiro do Vélez à Rádio Antena Pueblo, como relatado pelos colegas do FogãoNET.

Montoro jogador do Botafogo durante partida contra o Bangu no estadio Engenhao pelo campeonato Carioca 2026. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
“Certos prazos legais devem ser cumpridos. A parcela vence, você envia a fatura, envia um e-mail solicitando o pagamento, cobra uma ou duas vezes, existem certos processos… Quando você não recebe uma devolutiva do Botafogo, apresenta na Fifa”, acrescentou Peornedo.
“O Vélez deve então receber US$ 2,5 milhões, mais multas, das quais já temos US$ 150 mil referentes à primeira parcela. Ou seja, o valor total devido até o momento é de US$ 2,85 milhões. E, mais à frente, há mais parcelas restantes. O plano de pagamento inicial era de dois anos”, finalizou o dirigente.
Opinião do Antenados no Futebol
Acreditamos que a condenação da Fifa reforça um cenário que merece atenção no Botafogo, especialmente pelo acúmulo de pendências financeiras envolvendo contratações recentes (Thiago Almada é o exemplo mais claro). Mais do que um caso isolado, a situação levanta questionamentos sobre o equilíbrio entre o planejamento esportivo e a capacidade de cumprimento dos compromissos assumidos por John Textor.

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