O Botafogo é cobrado por 21 milhões de dólares pelo Atlanta United, dívida que causa transfer ban na Fifa, por contratação de Almada. Ou seja, cerca de R$ 111 milhões na cotação atual. No entanto, os valores totais são superiores aos cobrados na Corte Arbitral do Esporte (CAS).
Segundo o ge, o Fogão tem mais quantias pendentes com o time da MLS, vindos de metas batidas. São 4 milhões de dólares pelos títulos do Brasileirão e Libertadores de 2024 e 5 milhões de dólares pela venda de Almada ao Atlético de Madrid. Assim, resultando em 9 milhões a mais, totalizando 30 milhões de dólares na dívida completa.
Na cotação atual, o Glorioso deve R$ 158 milhões ao clube dos Estados Unidos. Essa é a quantia considerada pelos americanos, de acordo com o ge, como valor-base das negociações. Além disso, o próprio Botafogo teria proposto, ainda no início do caso, a quitação da dívida completa, para facilitar as tentativas de parcelamento.
Clube tenta aporte para pagar dívida
Com a dívida ativa, o transfer ban ainda impede o Botafogo de contratar. Precisando repassar os 30 milhões de dólares ao Atlanta United, o clube carioca não tem esse valor no momento. Para fazer o pagamento, John Textor afirmou que aporte foi aprovado e a dívida deve ser paga, mas não deu prazo:
“O dinheiro foi aprovado para chegar nesta semana. Todos os atletas que queremos assinar estarão prontos para assinar. Não falo de dia específico. São transferências internacionais. Isso resolve o transfer ban. Foi aprovado pelo conselho da Eagle. É tudo que irei dizer.”

John Textor dono da SAF do Botafogo antes da partida contra o Vitoria no estadio Engenhao pelo campeonato Brasileiro A 2024. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
Crise atrapalha o Botafogo
Neste sábado (24), o Botafogo venceu o Bangu, por 2 a 0, e o técnico Martín Anselmi falou sobre a crise em coletiva de imprensa. Após o jogo, o treinador afirmou que o que acontece em campo não está sendo afetado pela crise do clube. Contudo, afirmou que será impactado em algum momento, porque o time precisa de reforços:
“As coisas tem que ser divididas. Uma coisa é o que acontece fora. Outra é o que acontece dentro com o nosso trabalho de jogadores e comissão. Outra é a diretoria. Nosso trabalho ainda não impacta porque temos o foco em ser melhores, treinar e competir. Onde afeta isso? Obviamente em ter o elenco mais profundo.”
“Porque vamos precisar de mais jogadores. Entendo a torcida se manifestar e nós como instituição temos que resolver esse problema urgente. Acho que vamos resolver. Mas o ruído não afeta o campo. Os jogadores dão o máximo e nós focamos no que podemos controlar, que é o nosso trabalho.”

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