Neste sábado (25), a situação de John Textor ganhou um novo capítulo nos bastidores do Botafogo. Segundo informação trazida pela coluna do Ancelmo Gois, no jornal O Globo, a SAF pediu à Câmara de Mediação e Arbitragem da Fundação Getulio Vargas (FGV) que reconsiderasse a decisão que afastou o empresário do comando.
Ainda segundo a publicação, a SAF do Botafogo também solicitou que a Assembleia Geral Extraordinária, cancelada pela decisão do Tribunal, aconteça na próxima segunda-feira, dia 27.
Foi revelado pela coluna que os advogados alegam que a decisão tomada pelo Tribunal Arbitral foi além do que a Eagle Football Holding havia solicitado. O conglomerado, segundo a SAF, teria pedido a revogação da liminar que mantinha Textor no comando do Botafogo, e não o afastamento do empresário.
Você é favorável a um possível retorno de Textor ao comando da SAF do Botafogo?
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Argumentos apresentados pelo Botafogo
Além disso, o pedido também afirma que a decisão foi baseada em uma informação “falsa” apresentada pela Eagle. O principal ponto é a suposta venda da participação da empresa na SAF do Botafogo. Segundo a defesa, o documento não passava de uma minuta sem validade jurídica, que ainda dependia da autorização dos credores e, por isso, não teve nenhum efeito.
A SAF ainda argumenta que o tribunal arbitral teria errado ao interpretar que acionistas precisavam de autorização para tomar medidas judiciais. O Botafogo diz que essa aprovação em assembleia só é exigida em casos de recuperação judicial, não para uma tutela cautelar como a que foi levada à Justiça comum.

John Textor dono da saf do Botafogo durante partida contra o Chapecoense no estadio Engenhao pelo campeonato Copa Do Brasil 2026. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
Por fim, a coluna ressalta que o Glorioso acredita que tal medida foi crucial para evitar que a crise financeira piorasse ainda mais. Isso acabou permitindo a suspensão de execuções, manutenção de contratos de jogadores e também a abertura de um caminho para negociar com credores.

Opinião: John Textor e a disputa jurídica que expõe fragilidade institucional
O novo capítulo envolvendo Textor e o Botafogo escancara um cenário preocupante, em que decisões jurídicas e interpretações conflitantes passam a influenciar o rumo esportivo e financeiro do clube. Embora a defesa da SAF tente sustentar excesso por parte da arbitragem e inconsistências nos argumentos da Eagle, o caso evidencia uma gestão ainda frágil, onde disputas internas acabam gerando insegurança.




