O Palmeiras se classificou para a final do Campeonato Paulista após bater o Bragantino por 2 a 1 nas semifinais. E o São Paulo derrotou o Corinthians no dia seguinte pelo mesmo placar e a final será o famoso clássico “Choque-Rei”, de muita tradição e rivalidade entre os clubes. Porém, os bastidores tomaram conta do pré-jogo.
O Clube Alviverde queria antecipar a final para sábado, isso porque o Allianz Parque vai receber um show na terça-feira (05) e não daria tempo de montar o palco. Por outro lado, o São Paulo não aceitou o pedido do Palmeiras e manteve o discurso de que jogaria a final somente no domingo. Porém, a presidente Leila Pereira conseguiu a liberação para que o jogo fosse no domingo, às 16h, no Allianz Parque.
Em entrevista após a classificação para a final, o presidente do São Paulo Júlio Casares comentou sobre o assunto. “Eu ouvi comentários que poderia ser mudado o jogo de domingo. A hipótese não existe. O que existe é a tabela, que diz que é um jogo na quarta e outro no domingo. Nós vamos cumprir. Fizemos todo o planejamento em cima disso. Portanto, um jogo é quarta e o outro é domingo. Domingo é o dia nobre do futebol”, disse.
Nos bastidores, alguns entendem que faltou uma boa vontade por parte do adversário, já que as duas equipes terão o mesmo tempo de preparação entre os dois jogos da final. Na reunião da FPF para decidir as datas da final, Leila questionou os motivos para a não realização da partida no sábado e não teve resposta. Pelo lado do São Paulo, havia o entendimento de que a equipe teria um dia a menos de preparação com relação ao Verdão, que jogou as semis no sábado (26).
A solução do Palmeiras foi conseguir a liberação para jogar no domingo e após a confirmação, a mandatária não perdeu a oportunidade de “cutucar” o São Paulo indiretamente. “Não podemos mais aceitar que os nossos dirigentes continuem a adotar posturas individualistas”, disse Leila. A partida de ida será na quarta-feira (30), às 21h40, no Morumbi. A volta será no domingo, às 16h, no Allianz Parque.




