Luiz Eduardo Baptista, o Bap, negou que o Flamengo tenha dado calote em empresários após agentes procurarem a CBF para reclamar do pagamento de comissões. Antes do jogo do último domingo (26) contra o São Paulo, no Maracanã, o presidente apresentou a versão do clube sobre o episódio.
Segundo Bap, o Rubro-Negro não deixou as contas vencerem sem apresentar uma solução. O dirigente afirmou que o clube avisou com antecedência que os pagamentos previstos para julho e agosto seriam transferidos para outubro, com a normalização programada até o fim do ano.
“Primeiro, é o seguinte: cai sócio-torcedor, cai receita de dia de jogo, cai receita de vendas de produtos adicionais ligados ao seu negócio. Com isso, a gente avisou dois meses antes: ‘Olha, tem essa parada. A gente vai pegar o mês de julho e agosto e vai jogar para frente, a gente começa a pagar de novo em outubro e normaliza até o final do ano’”, explicou Bap.
Bap cita Thiago Almada ao rebater problema financeiro no Flamengo
De acordo com o dirigente, o Flamengo concedeu espontaneamente um aumento a um atleta sem modificar o contrato. Mesmo assim, o agente do jogador teria cobrado uma comissão sobre o novo valor. Por isso, Bap se recusou a pagar.
Ao ser questionado sobre possíveis consequências na relação com empresários, Bap adotou um discurso firme. O presidente declarou que profissionais desconfiados da capacidade de pagamento do Fla podem negociar com outros clubes e usou a busca por Thiago Almada para rebater a acusação de ‘crise financeira’.
“Mas quem achar que o Flamengo não paga, não tem problema, tira os atletas daqui. Vai fazer negócios com outros clubes. Os caras não estão recebendo o que está em contrato. Eu estou dizendo que não posso pagar em julho e vou pagar em outubro, não é esse fim de mundo. Se fosse… Então, vamos trazer Almada, mas estamos quebrados e sem dinheiro para a comissão? Escolhe a burrice”, declarou o presidente, que logo em seguida tratou a contratação como ‘hipotética’.
Opinião: explicação de Bap não encerra discussão com agentes
Bap apresentou a versão do clube e explicou a estratégia adotada para preservar o fluxo de caixa, mas a direção precisa garantir que qualquer alteração seja formalizada com os credores. A citação a Almada ajuda a rebater a ideia de ‘falta de dinheiro’, porém não resolve a discussão contratual.




