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Armando Mendonça, VP do Corinthians, é denunciado por supostas irregularidades envolvendo materiais da Nike

Justiça decidirá se dirigente virará réu

Armando Mendonça, vice do Corinthians
Armando Mendonça, vice do Corinthians

O vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça, passou a ser alvo de uma denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo à Justiça. O promotor Cássio Conserino acusa o dirigente de envolvimento em supostas irregularidades relacionadas à administração dos materiais esportivos fornecidos pela Nike ao clube. Segundo o documento encaminhado, Armando foi denunciado por apropriação indébita agravada continuada, tentativa de apropriação indébita agravada continuada, furto qualificado por abuso de confiança e coação no curso do processo.

De acordo com a Promotoria, o dirigente teria se apropriado de 131 itens esportivos pertencentes ao Corinthians. Além disso, o MP sustenta que houve uma tentativa de obtenção de 19 camisas especiais com patch da NFL, a retirada de oito unidades dessa edição comemorativa e supostas ameaças a testemunhas durante a investigação.

Contudo, o caso apresenta uma divergência importante entre os órgãos responsáveis pela apuração. O relatório elaborado pela Polícia Civil concluiu que não houve crime, entendimento adotado pelo delegado Cesar Saad após a investigação conduzida pela corporação. Por outro lado, o Ministério Público chegou a uma conclusão diferente. Na denúncia, o promotor afirma ter utilizado informações de uma auditoria interna do Corinthians, além de depoimentos e documentos.

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Justiça analisará denúncia e medidas cautelares

Além da abertura da ação penal, o representante do Ministério Público solicitou uma série de medidas cautelares contra Armando Mendonça. Entre os pedidos estão a suspensão temporária do quadro associativo do Corinthians, a proibição de frequentar dependências do clube e o impedimento de manter contato com dirigentes da instituição.

Portanto, caso a denúncia seja aceita, o vice-presidente passará à condição de réu e responderá formalmente ao processo criminal. Também foram requeridos comparecimento periódico à Justiça, restrição para deixar a cidade e recolhimento domiciliar durante o período noturno e em dias de folga.

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A investigação teve origem em uma auditoria interna conduzida pelo diretor de Tecnologia do clube paulista, Marcelo Munhoes, a pedido do presidente Osmar Stabile. O levantamento apontou possíveis falhas no controle e na distribuição dos materiais esportivos fornecidos pela Nike.

Defesa contesta conclusões do relatório

Em sua versão dos fatos, o dirigente negou qualquer irregularidade. Segundo ele, os problemas de controle dos materiais ocorreram durante a administração anterior e teriam sido corrigidos após mudanças implementadas pela atual gestão. Além disso, Armando sustenta que a auditoria apresenta inconsistências e falhas em suas conclusões.

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