A Seleção Brasileira segue líder de seu grupo na Copa do Mundo, mas nem todos estão convencidos pelo futebol apresentado até aqui. Nesta segunda-feira (22), José Trajano chamou atenção ao colocar Cabo Verde à frente da equipe comandada por Carlo Ancelotti quando o assunto é desempenho no torneio.
A declaração aconteceu durante o programa “Posse de Bola”, do UOL. Para o jornalista, os resultados conquistados pelos africanos merecem mais destaque do que a campanha brasileira até o momento.
A fala rapidamente repercutiu porque a Seleção Brasileira, que enfrenta a Escócia nesta quarta-feira (24), ainda busca uma atuação que convença completamente os torcedores. O empate diante do Marrocos gerou críticas, enquanto a vitória por 3 a 0 sobre o Haiti trouxe sinais de evolução, mas sem encerrar os questionamentos.
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Trajano compara campanhas
Ao analisar as duas seleções, o comentarista fez questão de destacar que não considera Cabo Verde superior ao Brasil tecnicamente. Ainda assim, avaliou que o rendimento apresentado pelos cabo-verdianos nas primeiras rodadas foi mais consistente.
“Cabo Verde não entra nessa lista não? Vamos pegar os resultados… Cabo Verde empatou por 0 a 0 com a Espanha, empatou por 2 a 2 com o Uruguai. Então, a performance de Cabo Verde é sensacional, por enquanto… Não estou dizendo que Cabo Verde seja melhor que o Brasil, mas analisando os resultados e a performance dos dois, Cabo Verde está melhor que o Brasil em termos de resultados e performance”, disse Trajano.

Neymar Jr jogador do Selecao Brasileira durante treino no Centro de Treinamento CT Columbia Park. Foto: Rodolfo Buhrer/AGIF
Opinião: Brasil ainda busca confiança
Enquanto o Brasil soma quatro pontos e lidera o Grupo C, Cabo Verde virou uma das histórias mais interessantes desta Copa. A seleção africana arrancou empates contra Espanha e Uruguai, resultados que poucos imaginavam antes do início da competição.
A comparação de Trajano pode parecer exagerada à primeira vista, mas serve como alerta. O Brasil continua tendo mais talento individual e maior obrigação de brigar pelo título. Porém, em Copa do Mundo, reputação não ganha jogo. Se a equipe não transformar seu potencial em atuações dominantes, continuará abrindo espaço para debates desconfortáveis e comparações que jamais deveriam existir para uma seleção do tamanho da brasileira.




