A diretoria do São Paulo realizou uma sondagem com o técnico Dorival Júnior para verificar a viabilidade de uma futura contratação, embora o treinador tenha condicionado qualquer diálogo à vacância do cargo.
De acordo com informações do jornalista Jorge Nicola, no portal R7, a movimentação ocorre em paralelo a uma crise institucional envolvendo a presidência do clube e o Conselho Deliberativo.
O contato com o ex-treinador corintiano foi intermediado por um aliado de Harry Massis, com o consentimento da presidência, para mapear as condições de um possível acordo. No entanto, o representante do profissional informou que não haverá negociações enquanto Roger Machado permanecer no comando técnico da equipe, interrompendo momentaneamente as tratativas.
Outros nomes ventilados
Internamente, a cúpula são-paulina refutou outras opções ventiladas em plataformas digitais. Nomes como os de Bruno Lage e Pedro Martins foram descartados pela gestão, que mantém o respaldo oficial ao atual treinador, tratando a busca por substitutos apenas como um monitoramento preventivo do mercado de transferências.

Dorival comandando o São Paulo em 2023 – Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Polêmica nos bastidores
No âmbito administrativo, o clima é de instabilidade após o presidente Harry Massis protocolar um pedido de expulsão de Olten Ayres, que chefia o Conselho Deliberativo, do quadro de associados. A representação foi enviada para análise da Comissão de Ética e fundamenta-se em supostas irregularidades na condução da reforma do Estatuto do clube.
A petição alega que Ayres tentou modificar a composição da comissão encarregada da reforma estatutária de maneira unilateral. Tal manobra teria ocorrido após o recebimento de um parecer contrário à alteração do quórum qualificado necessário para a implementação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), proposta feita anteriormente por Julio Casares.
Dorival deve voltar ao São Paulo?
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O pedido de Massis intensifica a disputa política nos bastidores do Morumbis, ligando a reestruturação administrativa aos interesses econômicos da instituição. O conselho agora precisa avaliar as provas apresentadas para decidir sobre a permanência ou o desligamento do dirigente, enquanto a reforma do estatuto permanece sob discussão.
Enquanto o cenário institucional aguarda definições jurídicas, o departamento de futebol segue observando o desempenho do time sob a tutela de Roger Machado. A diretoria evita formalizar propostas externas, aguardando os próximos resultados em campo e o desenrolar da crise ética no conselho para definir os rumos da agremiação no segundo semestre.




