Rafinha detalhou os bastidores da saída de Alan Franco do São Paulo e afirmou que a decisão partiu do próprio jogador. Ao Globo Esporte, o novo executivo de futebol revelou que tentou convencer o atleta a permanecer no clube durante dois meses.
Segundo Rafinha, Alan Franco acreditava que teria pouco espaço após não receber os minutos esperados na primeira passagem de Dorival Júnior pelo Tricolor. O dirigente, porém, explicou ao jogador que o momento era diferente e que ele teria oportunidades.
“Em nenhum momento ele foi comunicado que não ia jogar. Então foi uma decisão do atleta. O Alan quis ir embora. Ele me comunicou, me chamou algumas vezes. Eu tentei contornar. Chamamos o Dorival, chamamos ele, conversamos com ele. Muitas vezes ”, afirmou Rafinha.
São Paulo aguardou reposição para liberar Alan Franco
Apesar do pedido de saída, o São Paulo avisou que Alan Franco somente seria liberado após a chegada de uma reposição. O clube contratou Domingos Duarte e, em seguida, aceitou emprestar o jogador para o Tigres, do México.
Rafinha destacou que Alan Franco nunca causou problemas e era querido pelos jogadores e pelos funcionários do clube. Os dois atuaram juntos, e o ex-lateral também ressaltou a liderança exercida pelo companheiro no elenco são-paulino.
“O Alan é um jogador que tem todo o carinho de todos os jogadores, de todo o staff do clube. É um cara que nunca deu problema aqui no São Paulo […] Mesmo assim, ele não quis ficar. Ele queria mudar, então nós optamos por ceder o empréstimo dele para o Tigres do México. É ruim pra nós? Muito ruim. Mas como nós vamos ficar com o jogador que não quer jogar aqui?”, completou.
Opinião: reposição permitiu saída sem ampliar desgaste
Diante da explicação de Rafinha, a chegada de Domingo Duarte permitiu ao São Paulo atender ao pedido de Alan Franco sem deixar um buraco no elenco. O clube tentou preservar uma liderança importante, mas a vontade do jogador tornou a permanência difícil e poderia causar um desgaste maior ao longo da temporada.




