O Grêmio confirmou a venda de André Henrique para o Goztepe, da Turquia, encerrando a trajetória do atacante no clube após duas temporadas. De acordo com o ge, a transferência pode render até 2 milhões de euros (R$ 11,8 milhões), desde que as metas previstas em contrato sejam alcançadas pelo jogador no futebol turco.
Uma saída que já era esperada nos bastidores. As conversas avançaram nos últimos dias e terminaram com acordo entre as partes. O interesse do Goztepe não era novidade.
O clube turco já havia tentado contratar André Henrique ainda no começo da temporada. Agora, a negociação foi concluída e o centroavante seguirá carreira na Europa.
Foi um bom negócio para o Grêmio?
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Pouco espaço no Grêmio pesou na decisão
A falta de oportunidades teve peso decisivo para a transferência. Em 2026, André Henrique disputou apenas 13 partidas e começou como titular em somente três delas. Na disputa por posição, o atacante aparecia atrás dos principais nomes do setor e encontrava dificuldades para ganhar sequência.
Mesmo com contrato renovado até dezembro de 2028, a permanência ficou cada vez mais improvável. Contratado em definitivo no fim de 2023, o atacante custou cerca de R$ 6,4 milhões ao Grêmio pela aquisição de 40% dos direitos econômicos.

RS – PORTO ALEGRE – 28/09/2025 – BRASILEIRO A 2025, GREMIO X VITORIA – Andre Henrique jogador do Gremio comemora seu gol durante partida contra o Vitoria no estadio Arena do Gremio pelo campeonato Brasileiro A 2025. Foto: Maxi Franzoi/AGIF
Ao longo da passagem pelo Tricolor, acumulou 86 jogos e marcou 12 gols. Para concretizar a venda, houve ainda um acordo envolvendo Hercílio Luz e Capivariano na divisão dos valores.
Negócio alivia folha, mas não resolve problema
A negociação faz sentido do ponto de vista financeiro e esportivo, já que André Henrique não vinha sendo utilizado com frequência. Ainda assim, a venda não elimina uma questão importante, que é o fato do Grêmio seguir precisando aumentar a competitividade do elenco no setor ofensivo. Receber por um jogador pouco aproveitado é positivo, mas transformar esse dinheiro em reforços que realmente elevem o nível do grupo será o que definirá se o negócio foi apenas conveniente ou realmente vantajoso para o clube.




