Campeonato Argentino

Campeão argentino ganha menos que vencedor da Série B e internet reage: “A Libertadores explica tudo”

Belgrano faturou cerca de R$ 2,5 milhões pelo título nacional, enquanto o Coritiba levou R$ 3,5 milhões na Série B

Lucas Zelarayan, do Belgrano, ergue o troféu de campeão após a vitória na final do Torneio Apertura 2026 entre River Plate e Belgrano, no Estádio Mario Alberto Kempes, em Córdoba, Argentina, em 24 de maio de 2026. (Foto de Marcos Brindicci/Getty Images)
Lucas Zelarayan, do Belgrano, ergue o troféu de campeão após a vitória na final do Torneio Apertura 2026 entre River Plate e Belgrano, no Estádio Mario Alberto Kempes, em Córdoba, Argentina, em 24 de maio de 2026. (Foto de Marcos Brindicci/Getty Images)

Ser campeão argentino já foi sinônimo de dinheiro, prestígio e domínio continental. Hoje? Em alguns casos, paga menos do que vencer a Série B do Brasileirão.


E foi exatamente isso que deixou muita gente incrédula nas redes sociais após a divulgação da premiação do Belgrano, campeão argentino no último fim de semana depois de vencer o River Plate por 3 a 2.


O clube recebeu 500 mil dólares pelo título, algo em torno de R$ 2,5 milhões na cotação atual. Enquanto isso, no Brasil, o Coritiba faturou R$ 3,5 milhões ao conquistar a Série B de 2025. Sim: a segunda divisão brasileira pagou mais do que o principal campeonato nacional da Argentina.

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A diferença virou meme e preocupação

Nas redes sociais, torcedores argentinos misturaram ironia, revolta e tristeza. Teve quem brincasse dizendo que “vale mais subir da Série B no Brasil do que ser campeão na Argentina”. Outros lembraram que a diferença financeira ajuda a explicar o domínio recente dos clubes brasileiros na Libertadores.


E os números realmente impressionam. As últimas sete edições da Libertadores terminaram com títulos brasileiros. Desde 2019, apenas dois finalistas não eram do Brasil. O abismo financeiro aparece em contratações, salários, estrutura, premiações e até na permanência de jogadores.

“O ônibus dos torcedores talvez custe mais”

A situação já incomoda nomes importantes do futebol argentino há bastante tempo. O ex-jogador Juan Sebastián Verón, atual presidente do Estudiantes, chegou a criticar duramente as premiações do país nos últimos anos. Segundo ele, os valores distribuídos “não pagam nem o ônibus dos torcedores”. A frase viralizou na época e voltou a circular depois da comparação entre Belgrano e Coritiba.

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O futebol argentino parece viver em outro universo financeiro

Especialistas ouvidos na discussão apontam que o problema vai muito além do campo. O advogado Cristiano Caús comparou a distância financeira entre Brasil e Argentina à diferença entre o futebol brasileiro e as grandes ligas europeias. Ou seja: para muitos argentinos, o Brasil virou quase uma “Europa sul-americana”.


E isso ajuda a explicar porque tantos jogadores deixam rapidamente o futebol argentino para atuar no Brasil, inclusive atletas jovens que antes tinham como prioridade ir diretamente para a Europa.

Enquanto isso, o Brasil virou potência econômica no continente

O crescimento de receitas com direitos de TV, patrocínios, estádios e SAFs mudou completamente o cenário brasileiro. Guilherme Bellintani, ex-presidente do Bahia, apontou que muitos clubes brasileiros passaram a tratar o futebol como negócio sem abandonar a paixão da torcida. Já na Argentina, ainda existe forte resistência ao modelo corporativo. O resultado aparece dentro de campo… e no bolso.

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A comparação que ninguém imaginava virou realidade

Há alguns anos, imaginar que a Série B brasileira pagaria mais que um título argentino pareceria piada de internet. Agora virou dado oficial. E talvez a parte mais curiosa dessa história seja justamente essa: o futebol argentino continua produzindo clássicos históricos, estádios lotados e enorme paixão popular…, mas financeiramente começa a parecer um time tentando disputar Champions League com orçamento de videogame no modo difícil.

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