Mesmo após vencer o Cascavel por 2 a 1 em amistoso realizado no último sábado (27), o Grêmio continua enfrentando o clube paranaense em outro cenário. Desta vez, o embate acontece na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), onde o Tricolor busca modificar a decisão que determinou o pagamento de mais de R$ 5 milhões relacionados à transferência de Bitello.
Além disso, a cobrança diz respeito à segunda parcela dos valores que o Cascavel entende ter direito a receber pela negociação do meio-campista com o Dínamo Moscou, da Rússia. O clube gaúcho contesta o montante definido pela CNRD e tenta reduzir a quantia antes do desfecho do processo.
A origem do impasse remonta a setembro de 2023, quando o Grêmio acertou a venda de Bitello ao Dínamo Moscou por 10 milhões de euros, valor que correspondia a cerca de R$ 52 milhões na cotação da época. Como o Cascavel possuía 30% dos direitos econômicos do atleta, passou a ter participação na receita obtida com a transferência.
Grêmio aguarda desfecho
Posteriormente, ainda no fim de 2023, uma primeira ação na CNRD levou o Grêmio a quitar aproximadamente R$ 10,6 milhões referentes à parcela inicial da negociação. Entretanto, a segunda parte do pagamento, prevista para julho de 2024, não foi efetuada, o que fez o clube paranaense recorrer novamente ao órgão para cobrar o restante dos valores.
No entanto, a CNRD julgou o caso no fim de abril e reconheceu o direito do Cascavel de receber a quantia superior a R$ 5 milhões. Inconformado com o resultado, o Grêmio apresentou recurso, argumentando que o cálculo utilizado pelo órgão não corresponde ao valor que considera efetivamente devido.
Por outro lado, o Cascavel também recorreu da decisão em busca da manutenção integral da sentença. Assim, os dois clubes aguardam um novo julgamento da CNRD, que definirá o desfecho da disputa. Até o momento, o Grêmio não corre risco de sofrer um transfer ban em razão desse processo.
Cascavel rejeita acordo e mantém cobrança
Enquanto isso, o vice-presidente jurídico do Cascavel, Bruno Domingues, deixou claro que o clube não pretende negociar descontos sobre a dívida reconhecida pela CNRD. “Somos um clube bem estruturado. Não iremos ceder e deixar de cobrar. O Cascavel irá aguardar o pagamento. Faz falta ao nosso caixa, mas não iremos fazer um acordo que seja bom apenas para o Grêmio.” Segundo informações publicadas pela GZH, o Grêmio procurou o Cascavel no início deste ano para discutir um possível parcelamento da dívida. Contudo, as conversas não avançaram e nenhuma composição foi alcançada entre as partes.




