Após a derrota do Grêmio por 1 a 0 para o Montevideo City Torque, no Estádio Centenário, o volante Arthur não escondeu a frustração com o desempenho da equipe na estreia da Copa Sul-Americana. Ainda em campo, o jogador reconheceu que o time ficou abaixo do esperado e assumiu a responsabilidade diante da torcida.
Além disso, o meiaa fez questão de validar as vaias vindas das arquibancadas, destacando que a atuação não esteve à altura do clube. Em tom direto, ele deixou claro que o grupo precisa reagir rapidamente para evitar que o momento negativo se agrave.
“Independente do time que seja, sempre entram 11. Temos que ter humildade, marcar quando precisar e ter personalidade para jogar. As vaias são justas pelo futebol que mostramos. Cabe a nós sair dessa situação”, afirmou Arthur, evidenciando a cobrança interna no elenco.
Grêmio mantém a irregularidade
Nesse sentido, dentro de campo, o Grêmio voltou a apresentar dificuldades já conhecidas. Apesar de criar algumas oportunidades no primeiro tempo, a equipe falhou novamente na hora de finalizar, repetindo um problema que tem sido recorrente nas últimas partidas.
Na etapa final, o cenário ficou ainda mais complicado. O gol marcado por Eduardo Aguero expôs a dificuldade gremista em reagir, mesmo com alterações promovidas por Luís Castro. O time até tentou pressionar, mas sem consistência ofensiva.
Por outro lado, a avaliação interna seguiu a mesma linha. O goleiro Weverton também destacou a falta de eficiência nas chances criadas e reforçou a necessidade de evolução imediata para competir melhor em jogos desse nível.
Dessa forma, o foco agora se volta totalmente para o Gre-Nal, que será disputado no Beira-Rio. O clássico surge como oportunidade de resposta, mas também aumenta a pressão sobre o elenco e a comissão técnica, especialmente após uma sequência de resultados negativos.

Opinião: momento exige resposta imediata do elenco
O discurso de Arthur mostra um elenco consciente dos próprios erros, mas isso, por si só, já não é suficiente. O Grêmio precisa transformar essa autocrítica em atitude dentro de campo, principalmente em um clássico como o Gre-Nal. Caso contrário, a pressão tende a crescer ainda mais e pode impactar diretamente o início da temporada.




