Copa Sul-Americana

Atlético-MG de Sampaoli encara o Lanús de Pellegrino em um duelo de filosofias na final da Sul-Americana

Atlético-MG e Lanús chegam à decisão com identidades claras: intensidade ofensiva de Sampaoli contra estrutura disciplinada de Pellegrino

Mauricio Pellegrino técnico do Lanús durante no estádio São Januário | Jorge Sampaoli durante partida no estádio Arena Corinthians. Foto: Joisel Amaral/AGIF |Thiago Ribeiro/AGIF
Mauricio Pellegrino técnico do Lanús durante no estádio São Januário | Jorge Sampaoli durante partida no estádio Arena Corinthians. Foto: Joisel Amaral/AGIF |Thiago Ribeiro/AGIF

Duelo de estilos na decisão da Sul-Americana

Atlético-MG e Lanús se enfrentam no próximo sábado (22), às 17h, em jogo único da final da Copa Sul-Americana 2026, disputado no Estádio Defensores del Chaco, em Assunção. O duelo, realizado em campo neutro, reúne duas equipes de campanhas marcantes: o Galo vinha de cinco jogos sem perder até a derrota para o Bragantino, enquanto o Lanús chega embalado por apenas um revés nas últimas 13 partidas. O cenário adiciona ainda mais tensão a um confronto que, além do título, simboliza o choque entre propostas táticas opostas.

Sampaoli transformou o Atlético-MG em um time vertical, acelerado e móvel, com linhas altas e pressão constante na saída de bola adversária. A construção agressiva, característica do treinador, volta a ser a marca da equipe, que prioriza amplitude ofensiva e ocupação simultânea de vários setores do campo. O resultado é um modelo que gera muitas oportunidades, controla o território e força o rival a jogar sempre desconfortável.

O estilo argentino de Pellegrino e o contraste com Sampaoli

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No Lanús, Pellegrino implementa o oposto: um sistema baseado em organização, consistência e transições seletivas. A equipe atua com bloco médio-baixo, ocupando espaços com precisão e buscando ataques mais controlados. A estrutura defensiva sólida permitiu que o time fosse derrotado apenas uma vez nas últimas treze partidas, desempenho que fortalece a confiança do granate ao longo da temporada.

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De um lado, o Atlético-MG tenta impor ritmo e volume desde os minutos iniciais, aproximando meias e pontas para acelerar as jogadas. Do outro, o Lanús procura neutralizar as zonas mais frequentes de criação do adversário e explorar intervalos deixados pelo Galo em momentos de transição. A disputa tende a ser especialmente intensa no meio-campo, onde cada treinador aposta em mecanismos opostos de controle.

Os ajustes finais e o impacto na decisão

O Atlético-MG chega para a decisão sabendo que sua força coletiva depende do funcionamento coordenado da pressão alta. Quando o modelo encaixa, o time de Sampaoli se torna dominante e dificilmente permite que o rival respire. Porém, diante de um Lanús que raramente se desorganiza, qualquer erro individual pode se converter rapidamente em contra-ataques argentinos. A escolha do momento correto para ajustar a altura do bloco será determinante para evitar vulnerabilidades.

MG – BELO HORIZONTE – 28/10/2025 – COPA SUL-AMERICANA 2025, ATLETICO-MG X INDEPENDIENTE DEL VALLE – Hulk  jogador do Atletico-MG comemora seu gol durante partida contra o Independiente del Valle no estadio Arena MRV pelo campeonato Copa Sul-americana 2025. Foto: Fernando Moreno/AGIF

MG – BELO HORIZONTE – 28/10/2025 – COPA SUL-AMERICANA 2025, ATLETICO-MG X INDEPENDIENTE DEL VALLE – Hulk jogador do Atletico-MG comemora seu gol durante partida contra o Independiente del Valle no estadio Arena MRV pelo campeonato Copa Sul-americana 2025. Foto: Fernando Moreno/AGIF

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Pellegrino, por sua vez, tem um histórico recente de eliminar brasileiros em mata-matas, como ocorreu diante do Fluminense nas quartas de final. Sua equipe controla o emocional do jogo com inteligência e raramente se expõe, tornando-se perigosa em cenários de pressão. O desafio será lidar com a intensidade física e mental imposta pelo Galo, que costuma acelerar o ritmo e manter o adversário pressionado durante longos períodos.

A reta final em Assunção e o peso da escolha tática

Para Sampaoli, a final representa a oportunidade de confirmar o retorno do Atlético-MG ao protagonismo sul-americano através de um futebol propositivo e intenso. Já para Pellegrino, é a chance de coroar um modelo pragmático, disciplinado e eficiente, que ganhou consistência ao longo da temporada.

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