A menos de um ano da Copa do Mundo de 2026, o nome de Neymar voltou ao centro das discussões no futebol sul-americano. Durante entrevista coletiva organizada pelo Bayer Leverkusen e pela Bundesliga, com participação do ge, o argentino Exequiel Palacios afirmou que vê o camisa 10 como um nome importante para o próximo Mundial e destacou o peso histórico do atacante para a Seleção Brasileira.
O meio-campista, que integrou o elenco campeão da Argentina no Catar em 2022, ressaltou que atletas decisivos precisam estar presentes em torneios de grande porte. Ao analisar Brasil, Argentina e França como potências do cenário internacional, Palacios colocou Neymar entre os jogadores capazes de elevar o nível técnico da competição.
“Acho que essas equipes (Brasil, Argentina e França), esses países, já são muito fortes por si só e pela história. Hoje chegam muito bem como equipe, como grupo. E sobre o Neymar, acho que, se você perguntar para a maioria dos brasileiros, eles vão querer que ele esteja lá, porque obviamente é um jogador histórico, que deu muito ao Brasil. Para a Copa também seria algo muito bonito. Acho que os melhores jogadores precisam estar nesses torneios tão importantes, e o Neymar é um jogador histórico que ainda está em forma.”
A possível presença de Neymar na Copa do Mundo de 2026 seria importante para a Seleção Brasileira?
A possível presença de Neymar na Copa do Mundo de 2026 seria importante para a Seleção Brasileira?
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Trajetória de Palacios e admiração por Messi
Formado nas categorias de base do River Plate, Palacios deixou a Argentina em 2020 para atuar no futebol alemão. No Bayer Leverkusen, ganhou espaço rapidamente e participou diretamente de uma das fases mais marcantes da história recente do clube, incluindo a campanha que terminou com o título da Bundesliga.
Com a camisa da seleção argentina, o volante acumulou títulos importantes nos últimos anos. Além da Copa do Mundo de 2022, esteve presente nas conquistas da Copa América e também da Finalíssima. O jogador inclusive enfrentou Neymar em clássicos sul-americanos recentes, como a final da Copa América de 2021.

Neymar jogador do Santos durante partida contra o Atletico-MG no estadio Vila Belmiro pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Mauricio De Souza/AGIF
Questionado sobre a eterna comparação entre Diego Maradona e Lionel Messi, Palacios não demonstrou qualquer dúvida ao escolher o atual camisa 10 da Argentina como o maior nome de sua geração. Para ele, o vínculo emocional de Messi com o país pesa tanto quanto os títulos conquistados ao longo da carreira.
“Acho que nem existe debate. Claro que as pessoas sempre vão falar sobre quem é melhor ou não, mas, para mim, o Leo não precisa mostrar mais nada a ninguém. Tudo o que ele ganhou fala por si só. E também pelo amor que ele tem pela Argentina. Até hoje ele continua presente, segue treinando, segue indo para a seleção. Esse amor que ele tem pelo país é algo que quase ninguém possui. Então o Leo é um exemplo tanto como jogador quanto como pessoa.”
O argentino também comentou a possibilidade de Messi disputar mais uma edição de Copa do Mundo e afirmou que o rendimento do craque segue impressionando mesmo após o título conquistado no Catar.
“Sim, eu acho que passou muito rápido a Copa, e hoje já estamos na volta de outra. Não me parece estranho, porque o Leo, depois do Mundial, continuou mostrando seu nível em outra liga, em outro clube. Parece que ele faz tudo fácil quando recebe a bola. Mas isso não me surpreende, porque ver o dia a dia, como ele treina e como está na seleção, me enche de alegria e orgulho. Que o Leo continue na seleção e possa estar de novo em outro Mundial.”
Opinião: Neymar segue como símbolo técnico do Brasil

Imagem gerada por inteligência artificial – ChatGPT
Mesmo convivendo com lesões recentes e debates constantes sobre sequência física, Neymar ainda ocupa um espaço raro dentro do futebol mundial. A fala de Palacios mostra justamente isso: adversários históricos seguem enxergando o brasileiro como um jogador capaz de transformar o nível de uma Copa do Mundo apenas com sua presença.
Ao mesmo tempo, o depoimento do argentino sobre Messi ajuda a mostrar como a longevidade em alto nível passou a ser um diferencial decisivo entre os grandes nomes da geração. Para o Brasil, ter Neymar competitivo em 2026 significaria mais do que talento em campo. Representaria liderança, peso internacional e a esperança de recolocar a Seleção entre as principais favoritas ao título mundial.




