A classificação da Espanha para a semifinal da Copa do Mundo de 2026 teve um personagem especial para Luis de la Fuente. Após a vitória por 2 a 1 sobre a Bélgica, em Los Angeles, o treinador fez questão de destacar Mikel Merino, autor do gol que garantiu a vaga e, mais uma vez, decisivo saindo do banco de reservas.
O comandante espanhol lembrou que não foi a primeira vez que o meio-campista resolveu uma partida importante no Mundial. Nas oitavas de final, diante de Portugal, Merino também balançou as redes após entrar durante o segundo tempo e voltou a corresponder quando recebeu uma nova oportunidade.
Ao comentar a atuação do jogador, De la Fuente não poupou elogios. “Incrível. Ele tem muitas virtudes, é um jogador que poderia jogar em qualquer seleção e equipe. Ele, conosco, está realmente perfeito para este modelo, é uma sorte contar com ele. Mas principalmente porque sabemos que, sempre que precisamos, ele está aí.”
Merino ganha ainda mais moral
Além de destacar a qualidade técnica do atleta, o treinador valorizou a capacidade de Merino de decidir jogos importantes mesmo sem iniciar entre os titulares. A confiança no camisa espanhol cresce a cada partida, principalmente pela eficiência demonstrada nas fases eliminatórias da competição.
A vitória sobre a Bélgica também marcou o retorno da Espanha a uma semifinal de Copa do Mundo pela primeira vez desde a campanha do título conquistado em 2010. O resultado reforça a força da equipe comandada por De la Fuente, que segue invicta no mata-mata.
Antes de encerrar a entrevista, o treinador projetou o confronto contra a França, adversária da semifinal marcada para terça-feira, às 16h (de Brasília), em Dallas. “Uma grande partida, uma final antecipada. Duas das melhores seleções do mundo, com diferentes características. Máximo respeito ao rival, mas sentimos que podemos vencer qualquer equipe. É o convencimento e confiança no grupo que temos. Consciente de que enfrentaremos uma grande seleção.”
Opinião: A força do elenco pode decidir a Copa
A Espanha mostra que não depende apenas dos titulares para seguir viva no Mundial. Quando um reserva entra e decide duas partidas consecutivas, fica evidente que o elenco oferece soluções que poucas seleções possuem. Em confrontos equilibrados como o duelo diante da França, essa profundidade pode ser o fator que coloca os espanhóis novamente em uma final de Copa do Mundo.




