A convocação de Neymar para a Copa do Mundo foi um dos pontos analisados por Edilson Capetinha durante participação no programa CNN Esportes S/A, apresentado por João Vitor Xavier. O ex-atacante da Seleção Brasileira afirmou que a decisão de levar o jogador sem estar em plena condição física afetou o ambiente do grupo.
“Você não pode chegar com um discurso de que você não vai levar um jogador que esteja machucado e de repente você cede. Do mesmo jeito que o Neymar estava machucado, o Estevão também estava. Isso tudo atrapalha muito o ambiente”, declarou Edilson durante a entrevista exibida neste domingo (12).
Pentacampeão mundial em 2002, o ex-jogador também comentou a eliminação do Brasil na Copa do Mundo e avaliou que a equipe apresentou problemas relacionados à postura dos atletas. Para ele, faltou liderança dentro do elenco e mais participação dos jogadores nas decisões tomadas pela comissão técnica.
Críticas a Carlo Ancelotti
As críticas também foram direcionadas ao treinador Carlo Ancelotti. Edilson afirmou que o italiano não teve um planejamento adequado para a competição e questionou a adaptação de um técnico acostumado ao futebol de clubes para o comando de uma seleção.
“Ele sempre foi treinador de clube. Ele não tem histórico de seleção. É totalmente diferente você treinar clube e treinar seleção. Eu mandaria o Ancelotti embora. Até porque a gente vive de resultado e o resultado dele foi ruim demais”, disse.
Destaque para Messi
Durante a conversa, Edilson também falou sobre Lionel Messi e destacou a postura do argentino como uma referência para os jogadores brasileiros. Segundo o ex-atacante, a dedicação demonstrada pelo camisa 10 da Argentina é um exemplo de comportamento dentro de campo.
“Um cara família pra caramba. O cara se dedica parecendo que é um menino. Esse cara que já ganhou tudo na vida. O cara chora. Ele se entrega. O jogo contra o Egito foi impressionante. O amor dele pra ganhar”, afirmou Capetinha.
Ao comparar a atuação de Messi com o momento da Seleção Brasileira, Edilson disse sentir falta de maior intensidade dos jogadores do país. “É isso que me dói mais ainda, porque eu não vejo isso na nossa seleção. Eu vi um jogo frio contra a Noruega”, declarou




