A seleção da França se despede da Copa do Mundo após perder para a Inglaterra por 6 a 4 na disputa do terceiro lugar da competição. Com isso, quem também deixa a seleção francesa é o técnico Didier Deschamps, que já havia anunciado sua saída do cargo após comandar a equipe há 14 anos.
Em entrevista ao canal M6, o treinador explicou os motivos que o levaram a encerrar sua trajetória na seleção. Deschamps afirmou que tomou a decisão pensando no futuro da equipe e destacou que o ambiente ao redor da França se tornou insustentável.
“Decidi que tinha que acabar. E se tomei essa decisão, não foi por mim, sinceramente, foi pelo bem da seleção francesa. Talvez eu não tenha dito isso antes, mas não foi por mim que tomei essa decisão. Porque o ambiente era irrespirável, a seleção francesa não merece isso”, disse.
“A seleção francesa está acima de tudo. Ela não me pertence. Eu a servi em missão por quatorze anos. Não há nada acima desta camisa”, declarou o treinador.
Legado de um dos maiores técnicos da França
Didier Deschamps é apontado como um dos maiores treinadores da história da seleção francesa. Durante sua passagem, conquistou a Copa do Mundo de 2018 e a Liga das Nações de 2021.
Além dos títulos, levou a França à final da Copa do Mundo de 2022, quando acabou sendo derrotada pela Argentina. O futuro do comando da seleção francesa vinha sendo debatido nos últimos meses. Entre os nomes cotados, Zinedine Zidane aparece como o principal favorito para assumir o cargo.
Opinião: fim de um ciclo era natural após tantos anos
O desgaste citado por Didier Deschamps é compreensível diante do longo período em que permaneceu no comando da seleção francesa. Depois de 14 anos à frente da equipe e de um ciclo marcado por conquistas importantes, a mudança representa o encerramento de uma trajetória histórica e a abertura de um novo momento para a França.




