A Copa do Mundo de 2026 marcou a estreia do formato com 48 seleções, e a avaliação da Fifa foi extremamente positiva. Arsène Wenger, chefe de desenvolvimento do futebol da entidade e responsável pelo Grupo de Estudos Técnicos, afirmou que a ampliação do torneio atingiu o objetivo de tornar a competição mais inclusiva e competitiva.
Durante a apresentação do grupo, realizada neste sábado, em Nova York/Nova Jersey, o ex-treinador francês defendeu a decisão da Fifa e afirmou que o aumento no número de participantes fortaleceu o futebol mundial. Para ele, a qualidade da competição se manteve em alto nível mesmo com o crescimento do torneio.
“Achamos que era eticamente necessário dar chance a que mais seleções apresentassem seu futebol. Estou convencido de que foi a decisão correta e que foi um grande sucesso”, disse Wenger. Na sequência, completou: “A diferença entre equipes grandes e pequenas ficou menor, o conhecimento do jogo influenciou. Temos países, como Cabo Verde, que se saíram bem. Achavam antes da Copa que poderia ser um desastre para algumas seleções, não foi o que aconteceu. O futebol se desenvolve mundo afora, a informação viaja rapidamente. A qualidade desta Copa foi muita alta.”
Fifa destaca evolução das seleções
Além de Wenger, o ex-volante Gilberto Silva, campeão mundial com o Brasil em 2002 e integrante do Grupo de Estudos Técnicos da Fifa, também elogiou o nível apresentado pelas equipes que disputaram o Mundial. Segundo ele, seleções consideradas menos tradicionais mostraram evolução tática e técnica ao longo da competição.
“Foi interessante ver as características de cada treinador, a estrutura de cada equipe, a qualidade de equipes menos expressivas. Muitos dos jogadores atuam fora de seus países, em grandes ligas”, disse Gilberto Silva.
A Copa de 2026 passou de 32 para 48 seleções e ampliou o número de partidas de 56 para 104. Além da boa campanha de Cabo Verde, o torneio contou com as estreias de Curaçao, Jordânia e Uzbequistão, além do retorno de Iraque, Haiti e República Democrática do Congo ao maior palco do futebol.
Opinião: O debate sobre novas mudanças continua
Apesar da aprovação ao novo formato, a possibilidade de uma nova ampliação não entrou na pauta do Grupo de Estudos Técnicos. Ainda assim, a pressão da Conmebol para que a Copa de 2030 tenha 64 seleções mostra que a discussão está longe de terminar. Se a Fifa decidir expandir novamente o torneio, precisará encontrar um equilíbrio entre aumentar a representatividade e preservar o nível técnico que Wenger considera um dos grandes acertos desta edição.




