Após voltar a sofrer um gol em decorrência de falhas coletivas diante do Marrocos, a Seleção Brasileira atingiu uma marca defensiva que não era registrada desde 2019. Com o tento sofrido na estreia da Copa do Mundo, a equipe chegou a seis partidas consecutivas sendo vazada, sequência negativa que remete ao fim da temporada daquele ano e acende um sinal de alerta para o setor defensivo.
Na ocasião anterior, a Amarelinha atravessava um período de instabilidade que sucedeu tanto a eliminação para a Bélgica na Copa do Mundo quanto a conquista da Copa América. Era um momento de reconstrução para a equipe comandada por Tite, que buscava recuperar a confiança e a credibilidade após uma queda frustrante em um ciclo que alimentava grandes expectativas dentro e fora de campo.
O momento de instabilidade defensiva tem gerado grande cobrança interna dentro da Seleção Brasileira, visto que os próprios jogadores entendem que este é um aspecto que necessita de atenção. Dito isto, a comissão técnica tem dado bastante atenção a correção destes problemas nos treinos e palestras.
“Uma equipe vencedora tem que odiar tomar gol”, disse Alisson.
“Trabalhamos em cima disso. Nos cobramos muito. É uma cobrança até interior de cada um. Incomoda muito! A gente trabalha todos os dias para que isso não aconteça.”, afirmou Ibañez sobre o momento.
Pressão também cai sobre os atacantes da Seleção Brasileira
Já o treinador Carlo Ancelotti, atribuiu o problema não somente às falhas do sistema defensivo, mas também a falta de atitude dos jogadores de frente. Segundo enfatizado pelo mister após o empate diante do Marrocos, a pressão dos homens de frente também é um fator que tem contribuído para isso.
“Tenho bastante claro o que temos que melhorar. O que fizemos bem nos dois amistosos, no primeiro tempo (contra Marrocos) não saiu bem. Temos que seguir trabalhando para ter uma equipe mais equilibrada e mais agressiva na frente.”, afirmou o treinador italiano.

Marquinhos jogador do Brasil disputa lance com Hakimi jogador do Marrocos durante partida no estadio MetLife Stadium pelo campeonato Copa Do Mundo 2026. Foto: Rodolfo Buhrer/AGIF
Opinião da Redação: A Seleção Brasileira tem fragilidades claras que precisam de correção
A sequência de jogos sofrendo gols evidencia que a Seleção Brasileira ainda está longe de apresentar a solidez defensiva necessária para conquistar uma Copa do Mundo. Embora o elenco possua qualidade técnica e capacidade para decidir partidas, as falhas coletivas recorrentes mostram que ajustes de posicionamento, concentração e organização tática precisam ser tratados com urgência. Em torneios de tiro curto, detalhes defensivos costumam definir campanhas, e o Brasil não pode se dar ao luxo de repetir os mesmos erros nas próximas partidas.




