O Botafogo sofreu sua primeira derrota sob o comando de Franclim Carvalho no último sábado (2) no Nilton Santos. Diante do Remo, o Glorioso sofreu a virada e perdeu por 2 a 1, em partida válida pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Algumas escolhas do técnico Franclim Carvalho geraram críticas da torcida alvinegra. Uma delas foi a entrada de Joaquín Correa, mas outra que foi duramente questionada foi a saída de Cristian Medina.
No pós-jogo, Franclim justificou a decisão — segundo ele, a escolha por tirar Medina e colocar Allan foi para ‘estancar’ o meio-campo alvinegro, que começou a sofrer após o crescimento do Remo na segunda etapa. Os rivais finalizaram dez vezes depois do intervalo.
Franclim acertou ao sacar Medina?
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Franclim explica saída de Medina
“Não podemos deixar o jogo partido, por isso é que colocamos o Allan e o Marçal, até para estancar um pouco, porque o adversário entrou no segundo tempo e estava querendo ir para cima de nós, e nós entrando no jogo do adversário, desnecessariamente”, iniciou Franclim na coletiva.
“Não tínhamos necessidade nenhuma de fazer isso, tínhamos controle do jogo, mais com a bola até, porque estávamos em vantagem e sabíamos que íamos ter espaço para explorar e agredir o adversário. Depois falhamos com o jogo acabando, já fizemos gol acabando, isto faz parte do futebol. Estamos desiludidos, tristes, mas temos que seguir porque quarta-feira há mais”, disse.

Medina jogador do Botafogo durante partida contra o Chapecoense no estadio Engenhao pelo campeonato Copa Do Brasil 2026. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
“Não tenha dúvidas nenhumas que o Allan é muito mais experiente do que o Medina. Portanto, se formos olhar a experiência, se tiver os dois na mesma prateleira, o Medina não joga nunca. Se falarmos só da experiência, é o Allan que joga. Medina estava bem no jogo, mas nós precisávamos estancar porque o jogo estava muito partido, e o Allan tem essa experiência, tem essa sensibilidade ou essa sensação do jogo e de serenar o jogo”, finalizou.

Opinião: técnico do Botafogo foi incoerente na escolha
Ao tentar ‘estancar’ o meio-campo com Allan, o técnico abriu mão de um jogador que vinha bem (Medina) e, na prática, perdeu controle e intensidade. A justificativa da experiência faz sentido no papel, mas o timing da troca indica uma reação tardia e pouco eficaz ao crescimento do Remo.




